segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Alegria



O mar nos alegrou. Me senti forte, cheia de vida, contente, firme. O mar fez isso. O mar nos alimentou, o mar nos fortificou, o mar nos encheu de vida !

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Diálogos Submarinos


-Você prefere pesca esportiva ou predatória?

- Ah, eu prefiro a predatória, porque pelo menos eles comem a gente.

- Mas você não é ateu?

- Sou ateu espírita.

- Puxa, eu sou um merda mesmo, porque sou católico e morro de medo.

- Com toda razão! Quem disse que peixe católico vai pro céu? E se você fosse pro céu te botavam na panela lá também, nunca leu a bíblia?

- Que merda né.

- Te falo.

- Mas, por que você é espírita então?

- Ah, é só pra me distrair, eu nem acredito...

- Conversar com você é uma merda.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Conclusão


O problema da violência no Brasil é que os ricos nunca entregam o ouro ao bandido

O Gato de Wall Street











Ninguém avisou a essa gente que largar a bolsa no chão dá azar?

domingo, 9 de novembro de 2008

e assim caminha ...

E assim caminha, sem caminhar e caminhando !

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Igual aquela quarta-feira


Eu ainda estou me sentindo assim, como naquela quarta-feira em que o meu time, Fluminense, perdeu para aquele outro lá do outro país: sem graça, sem graça ... triste.... parece que sinto o mundo como uma grande buchada de bode (com x ou ch, não importa, fede muito) .... fedorento ... um cú gigante !
Isso tudo por causa do Gabeira que por pouco não é o Prefeito. Enfim, agora tenho que aturar !!!

domingo, 26 de outubro de 2008

Fuja!

Obrigado prima, eu brinco de poesia; ainda bem que você não reparou no fugiu com j, deu branco igual ao da Rosiska!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Senha de Rosiska



A sanha da senha, a sanha... a senha da sanha...
a sanha que 'senha' e a vida ganha...
A senha que a troco de nada (e tudo) espera,
e o mato come...
come o que é do galo,
o que é gargalo, buraco velho,
o que é parado, sinuca preta de morro, barriga velha de gato... branco.
Aí... nada de senha. Deu branco, deu branco, deu branco na vida, deu branco na vida inteira, deu branco na vida alheia... vem, rebenta o caco de telha, 'serpenta' a honra alheia...
Vida inteira, vá de 'adia' , de tudo, vadia, vá dia, serpente muda, caluda, muda, demuda, de calha, de boa, de boa, da boa... à vista da sanha da tua senha...
Sente a flor de serpente... a cobra marca o valente, de fogo e mato de lenha, carvão a jato de senha, caído à parte do parto do mato, o gato do rabo do gato... a serra se encobre de sangue, a nuvem pariu um raio, o barco correu mais que a gente, e a moça ligou-me pro nada, nada, nada!, que nada... e o nada beijou a moça, e o sangue correu do parto, riscando de vida que a sanha da senha de Deus ou 'té' do Diabo corre partindo... partindo, parindo, partindo de raio o céu cordato e macabro, o céu de um guerrilheiro alado, de um gavi'ãoloprado', de um celeiro urbano, de nada, de nada e Matheus, e Lia, e Paulo, de nada e Paulo, e Vinicius e Marta... Foi quando... foi quando... A tarde deu caldo, a tarde deu o caldo, a tarde deu um caldo, caldo de canja, canja boa, canja de boa canoa, barco que vira e corre, que nega e escorre, que vira a curva, curva de rio que seca e foge... da mão morena de um silêncio negro, escuro, negro como luz que vem do céu à noite, a luz do céu que vem à noite, qual senha, qual sem Rosiska... qual senha, qual sem, Rosis, qual senha, senha, a sanha... qual senha, qual senha, sanha, de sanha, de sanha, desenha a senha de sanha, a senha, qual senha, qual sanha, a senha, qual senha, qual sanha, a senha... e Rosiska que não lembra a senha, e Rosiska que não lembra a senha, e Rosiska que não lembra a senha, e Rosiska que não lembra a senha...

sábado, 4 de outubro de 2008

Soninho


Não dormi de novo hoje....
Ai, ai ... já não sabemos mais o que fazer ...
Todas as possibilidades estão esgotadas restando apenas um processo judicial ...
Demora, demorará ... e eu sem dormir .... ai, ai ...

Já estou condicionada ao barulho do caminhão de lixo da LOCANTY...
Estou viciada. É isso. Lá pelas 4h da manhã eu já fico na espreita esperando o imenso esporro que esses lixeiros desgraçados, dessa empresa desgraçada, contratada por esse restaurante não menos desgraçado fazem !

Alguns dias eu fico olhando o teto e pensando em músicas até "os desgraçados" partirem. Hoje foi um desses dias.

Na verdade eu fico jogando o "jogo da música" com modificações, sozinha e de madrugada.

Palavras: sono, noite, dia, acordada, paz, calma, dorme, Hare Krishna Músicas: "E lá se vai mais um dia.." "E eu digo: calma alma minha, calminha. Você tem muito que aprender" "Dorme neném, que a Cuca vem pegar .." "Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare, Hare ...

Ganhei o jogo. Vamos jogar ? Amanhã tem mais música !

Encontrei um aparelhinho interessante: ALARME ANTI-SONO !!!! Vou comprar um. Adorei esse "piiii piiiiii piiii"

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

E não é !

Pois é, e De Pois Será !

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Cão


Pois é, no trânsito todos os bichos se soltam. Aqui não é diferente. Em Campinas as pessoas atravessam as ruas como se os carros não existissem, comprovando - ou não - a existência de outras dimensões. A Barão de Jaguara é a própria visão do inferno.


Suponho que no quesito insulto os cariocas estão mais ousados. Aqui a pedestre receberia um "sai da rua, babaca". Fui agraciado com um desses outro dia. Não pude responder, o xingamento passou voando com o carro.


Muito irritante andar por aí, a pé ou de carro. Gente saindo pelos bueiros. Mais semáforo que poste. Os cachorros são os que mais respeitam. E todo mundo morrendo atropelado. A baderna é tão grande que deveriam retirar todas as sinalizações pra ver o que acontece.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

No Humaitá



O sinal fecha. Pronto lá se vão os pés a atravessar na faixa, ainda que ela não esteja pintada por conta do recapeamento da rua, quando o "Mauricio nervoso" avança o sinal ! E fica aquele vai, não vai, e ele foi e eu voltei. Não satisfeito ele pára o carro dele e grita: Atravessa na faixa
Ô PIRANHA !!!!
Como assim, eu sou PIRANHA ? a bem da verdade eu queria ser e queria que ele estivesse pelado com aquele amendoim, ou quem sabe um fiapinho pendurado pra eu dar uma mordidinha com meus lindos dentinhos cortantes. Não dá.
E aí, a PIRANHA depois de dar um tapinha no carro do Mauricio grita tão alto que até da cobertura na Fonte da Saudade se ouviu: O sinal tá fechado, seu VIADO!

sábado, 13 de setembro de 2008

Minha cidade


Reconheço o meu amor e minha dor por essa cidade. Outras mil terão piores ou iguais problemas, mas e daí, eu não moro nelas.
Sofro com tanta sujeira. Como pode uma cidade ter tanto habitante porco com alto IDH que arremessam seus lixinhos pelas janelas dos seus carros, como podem ?

Bueiros entupidos. O que eu tenho que dar de pulinhos por causa desses entupimentos... É de se pensar em uma grande atividade lúdica pública : Pula a Bosta agora !
E o cheiro ? nem falo nisso...

Eu perco a conta de quanta gente mora na rua. É muito triste. Na praia de Botafogo, numa manhã contei 15 pessoas. Sabe lá o que são trinta pés sobre uma grama, sem contar os infantis ? A gente não sabe.
Beliches ao ar livre talvez desse dignidade ao sono e um melhor aspecto a cidade. Sem essa de dizer que não tem que ter gente morando na rua, e vão morar aonde ? Eles só não moram em frente a casa do Prefeito, do Governador, do Deputado, do Ike Batista (será que é assim que se escreve ? Dane-se o Batista). Desde que o mundo é mundo existem os miseráveis.
O que que eu faço pra ajudá-los ? eu não faço nada. É isso, eu não faço nada. Dou alguma comida, dou lençol, dou roupas e sapatos, mas e daí ?

E os tropeços ? É tanta calçada desnivelada, esburacada, com bosta jorrando que é impossível não dar um tropeço diariamente.

O carioca está definitivamente PARADO !!!!

E se eu for ficar escrevendo sobre problemas ....já estou de saco cheio !

Essa cidade, apesar de tantos problemas, é muito bonita !
Esta longe de ser maravilhosa mas é encantador logo pela manhã dar de cara com a enseada de Botafogo, com o Pão de Açúcar, com o Aterro ... as vezes eu queria poder voar ...
Sorte a minha !

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Passinho


Foi a melhor propaganda que eu assisti nos últimos tempos ! O cara fica lá dando um monte de "passinhos" desengonçados e em off uma voz nos alerta sobre as eleições, e os candidatos, e que quatro anos demoram a passar ... eu ri muito !

Aliás, todas as propagandas da eleição estão engraçadas. Li que uma entidade, real e não espiritual, reclamou de uma dessas propagandas que está sendo veinculada por causa das pessoas que tem TOC.

Se for assim, onde é que eu tenho que reclamar,
E o dono desse pé limpinho ? Isso é que é pé

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Conga

"Vóvó Maria Conga" ... lá está ela grudada naquele poste em Copacabana. Onde estão as outras Vovós ? Cadê a

Vovó Maria Nike ?

Vovó Maria Puma ?

Vovó Maria All Star ?

Vovó Maria Olympikus ?

Vovó Maria Adidas ?

Vovó Maria Rainha ?

Vovó Maria New Balance ?

Vovó Maria Fila ?

Vovó Maria Reebook ?

Vovó Maria Diadora ?

Vovó Maria Bibi ?

domingo, 31 de agosto de 2008

Foi a yoga!


A culpada foi a yoga!
Pela estrada afora sozinha, encontro Alê, amiga e professora que afugentou o lobo mau e me devolveu o "rock'n'roll" que era a minha vida. Como ela fez isso? Eu explico: ela me convidou pra fazer uma aula de yoga em sua "escola".
A yoga me transformou, a yoga me transforma! Hoje me sinto mais confiante, alegre, expansiva, altiva, tolerante, compreensiva,calma e amorosa.
Entendo a cada dia que pratico yoga todo o tempo, depende do ponto de vista. A yoga foi uma vitamina, um suco de clorofila, um chá, um pote de Centrium. A alegria e confiança que me tomou contagiou minha filha que também a pratica e demonstra claramente mudanças positivas.
As noites de terças e quintas lá vamos felizes encontrar Lúcia e Luciana (mãe e filha) que também são praticantes da yoga. Na noite de sexta-feira encontramos Lúcia novamente porque ela nos convidou para o seu reservado e antecipado aniversário em sua casa.
Que pessoa bonita é ela! Que pessoa simples! Que pessoa agradável! Que pessoa espirituosa e engraçada! Que pessoa legal que serve um canapé cremoso e delicioso, serve uma salada de frutas com brigadeiro e abre a porta da sua casa pra "três figuraças" ...
Esse texto tinha que começar aqui e terminar lá em cima porque ele é a minha homenagem a essa pessoa muito legal que gosta do mesmo " garotinho" que eu e faz aniversário hoje. Fechei um ciclo e não desejo que ele se rompa. Lá no "céu de Órion" há uma festa pra ela com muitos convidados, aqui no Brasil só para a família.
Parabéns queridona !!!!
Adriana, Ananda e Edson

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Primeiro Ato


Segunda cena: "Titio A" entra sozinho no palco, maravilhado e intrigado ao mesmo tempo.

"Titio A" tivera tempo apenas de concluir que desfrutava do mais fantástico, mirabolante, opulento dos sonhos que sua mente já lhe propiciara.
De repente, como em passe de mágica, um sujeito alto, chapéu de veludo, máscara de carnaval, luvas e largas calças - todas as vestes na cor verde, exceto o casaco cor de abóbora e o colete vermelho, surge em sua frente. Em suma, era um bobo-da-corte.

- Uma moeda pelos seus pensamentos! - (entra o bobo-da-corte)
- Sai pra lá, viado!
- Uh-la-lá! Este é o hospede mais engraçado que já tivemos aqui!
- Olhe, meu camarada, vai fazer graça com a sua avó. Onde estou?
- Não, não, não, não, não, não e não, não, não! Assim eu não abro minha boca nem para devorar a mais saborosa das uvas que se insinuam nos galhos esbeltos das uveiras! Peça por favor.
- Tá bom, porra, por favor!
- Assim não gostei.
- Por favor, por obséquio, por gentileza! - (irritado)
- Como raia o sol após nebulosa noite de chuva, esclarecerei o objeto das dúvidas que afligem nosso nobre viajante, tal como o mar desvairado estremece a frágil embarcação errante: você acaba de ingressar na Puta Que Pariu!
- O quê? - (assustado) Como?
- Mais precisamente, no Reino da Puta Que O pariu, se assim deseja. Um aprazível lugar, não?
- Eu estou sonhando?
- Na-na-ni-na-não. Você está bem acordado, viajante. Juro-lhe tão seguramente como afirmo que as margaridas florescem na primavera apenas para desfolharem-se no outono!
- Isto deve ser uma brincadeira de muito mal gosto!
- O cavalheiro não sabe o motivo pelo qual desfruta agora das belezas de nosso reino encantado, não é? Ó, Arco-Íris - (enleva-se) -, revele-me o segredo de suas cores! Pois bem... Irei descortinar toda a verdade! Prepare os ouvidos.
Fim da primeira cena.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Acontece sempre comigo


Não adianta. Eu bem que tentei me livrar "disso" que eu nem sei o nome mas não consigo !

Entro no ônibus e o cobrador me diz para aguardar que ele não tem troco. Sentei-me ao lado de um rapaz com um tênis Adidas branco e azul bem bonito - o tênis.

Ele estava de calça jeans, camisa social e mochila. Ele usava óculos e não tinha cheiro (esse detalhe é muito importante nos dias de hoje).
Mal me sento ele me pergunta se eu carregava uma metralhadora na bolsa. Como assim ?!? Eu olhei pra ele com uma cara de "qual é a da parada meu irmão" e respondi depois de uma breve análise ocular que não carregava uma, carregava várias e que elas estavam desmontadas.

Minutos depois lá vem ele. Onde você comprou essa bolsa vendia bolsa nova ? Por um instante pensei em mandá-lo encontrar o "Tio A" lá na puta que o pariu. Ele não foi. Não respondi a segunda pergunta devido a uma breve nova análise ocular, olfativa e psicológica. Conclui que o rapaz sem cheiro de Adidas nos pés devia estar a caminho do profissional que o ajudará a não fazer mais perguntas a desconhecidos dentro do ônibus.

Dentro do ônibus tudo acontece. Vai que ele pergunta e toma uma saraivada de tiro de metralhadora ? !?

Vai que ele fica descalço ?!?!

Vai que ele toma só uma bolsada velha na lata sem cheiro dele ?!?!? essa seria a melhor da hipótese.


Vai que ele vai pra puta que o pariu encontrar o "Tio A" !?????

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O obreiro da prefeitura prega no ônibus




É tanta coisa que acontece todo dia que até me embaralho e embrulho. Hoje foi o dia do embrulho. Lá pelas tantas nesse calor ( ainda bem !) que faz por aqui entra um casal no ônibus.

Um casal não convencional. Ela uma jovem morena e despenteada e ele um jovem senhor, cabeludo, tatuado. O homem chamou a atenção do ônibus por causa da sua aparência, do seu tremor e da sua roupa. Qualquer um que o veja perceberá uma doença neurológica. Sentaram-se ao meu lado. Cada um na sua e pronto.

E lá na Praia de Botafogo, com esse céu azul e a enseada derramando sua beleza, um rapaz de camiseta de escola da prefeitura se levanta e vem até o banco onde o casal estava e começa uma "pregação" em nome de Jesus. A moça, perspicaz lhe perguntou o porquê dele estar ali "pregando" para os dois e não para o ônibus todo. Ele ficou sem "pregos" e começou a falar mais alto em nome de Jesus.

A resposta

- Você veio até aqui por causa da nossa aparência !!!! Você está aqui enchendo o nosso saco por causa da nossa aparência !!!

- Vocês precisam de Jesus. Jesus vai fazer uma obra em vocês !!! Vocês estão precisando de Jesus !! Você já orou pra Jesus te curar dessa doença do mal ?

-Você não nos conhece e quem é você pra nos dizer que não somos pessoas do bem ? Nós somos pessoas do bem e você não sabe do nosso cárater, da nossa bondade, da nossa amizade, do nosso amor então, chega !

Nesse momento o "pregador" diz que não está falando com ela e coloca a mão sobre o ombro do homem dizendo que vai fazer uma oração, apesar do homem já ter dito que não queria oração. A moça se revolta e diz que se ele encostar um dedo nele ela pára o ônibus com um escândalo.

Impressionu a calma do jovem senhor, que ouvi a moça chamar de Pablo, falando para o "pregador" que agradecia mas que era pra ele voltar ao seu lugar.

Adorei.

O pregador parou. Ufa!

Perguntinhas

O que seria uma obra de Jesus ? "uma lage", "uma mansão", "uma estrada" "uma troca de ladrilhos" ........ tanta coisa !
Pensei naquele rapaz cimentado para todo o sempre. Apenas cimentado, sem enfeite algum, sem ladrilhos, sem mosaico. Cinza. Só isso.

Porque as pessoas têm a mania horrível de rotular umas as outras ?
Eu não sei a reposta e sofro com a pergunta.

Se Jesus sofreu tanto por nossa causa e ainda foi pregado vivo numa cruz por causa de preconceito, porque esses evangélicos pobres têm tanto preconceito, têm tanta raiva das outras pessoas "que não usam camiseta da prefeitura e não falam em nome de Jesus dentro do
ônibus" ?
Porque são cinzas, obtusos, ignorantes, infelizes, e não sabem a resposta.

Onde é que está a procuração assinada por Jesus para esse cidadão e outros milhões mundo a fora falarem em nome dele ?
Ah Jesus, se você soubesse ...

As pessoas resolvem nossas vidas em cinco minutos, apenas falando.

Me senti um embrulho, com etiqueta e tudo mais. Sorte a minha que vi outros embrulhos como eu. E ainda estão colocando em primeito lugar na votação o prefeito "pregador".

Embrulhou o meu estômago !!!

sábado, 16 de agosto de 2008


Querido priminho, pra te acompanhar ...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008


Querida Prima, atendendo aos pedidos dos leitores que queriam me conhecer,

aqui estou eu!

De cabeça pra baixo


Li num desses blogs que eu fico horas e horas admirando, que blog sem foto é muito chato. Pronto resolvi a questão do nosso. A partir de hoje ele não é chato !

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Soneto

Soneto de André Muylaert Archer.

SONETO À ANA MUYLAERT

É meu amor somente o meu anelo
No qual eu vivo puro a adorar
E é meu amor que eu canto e adoro e velo
Vivendo puramente só de amar
É tua vida a minha vida e o elo
Perdido no infinito a se infindar
É minha vida o que preparo e selo
A fulgurar exausta sobre o mar
É meu amor somente a minha vida
Morrendo tristemente no meus olhos
Ah!Vida em morte sempre convertida
É minha vida todo o meu amor
Vivendo puramente nos teus olhos
Ah!Amor resplandecente de fulgor

Café, uns sem gosto e outros " Agosto"

Café é muito bom. Bebo muito café. Estou virando uma pessoa, eu nem sei o nome que se dá a esse tipo de profissional, aqueles que provam o vinho, a cerveja, o café ... O café, assim como o feijão, assim como o queijo, e não vou parar de "assim como", está muito caro. Quando vou às compras resisto pra não comprar a marca usada e parto para o experimento. Por isso, estou me tornando uma expert em café ! Pode perguntar a marca que eu digo se é um "bosté" ou um "bomfé".
Bebo café e gosto do seu cheiro.
Bebo cerveja e não gosto do seu cheiro.
Não bebo gasolina e gosto do seu cheiro.
Não como jaca e detesto o seu cheiro.
Não como carne seca e detesto o seu cheiro.
E tem gente que eu nem quero saber o cheiro, quanto mais o gosto. Acabo de beber "Delírio" o nosso café, alta qualidade, passou no ISO, tem muito gosto nesse mês de Agosto.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Café Agosto

Não sei por que razão lembrei de café agora, lendo nossos textos de agosto. Talvez seja por causa do "adoce a gosto"; ou foi simplesmente um delírio, que aliás seria um bom nome para adoçante.

Não gosto de café. Gosto só do cheiro do café. Também gosto mais do cheiro da cerveja do que da própria; mais do cheiro da fumaça do que do cigarro. Nunca provei gasolina, mas o cheiro da gasolina é muito bom.

Café Agosto. Taí um bom nome pra cafeteria.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Agosto e com gosto

Agosto já está aqui há 6 dias. Eu nem sei se eu gosto ou não deste mês. Eu sei é que tem uma telefonista insistente de uma casa de cegos que está telefonando de hora em hora me pedindo colaboração. Eu já disse pra ela, não sendo eu, que eu não estou em casa, que viajei, que só chego às 22h... não adianta, ainda temos 24 dias.

O mês de agosto foi mês de missa no domingo. Eu fui. As igrejas deveriam vender adesivos com esses dizeres. Teria uma coleção pequena é verdade, mas significativa.

Os primeiros dias do mês de agosto me fizeram refletir sobre o sobrenome materno que carrego. Carrego, acho que essa é a melhor palavra, um sobrenome que distoa, distoava da minha mãe e consequentemente dos meus irmãos. Tias e primos que assinam esse sobrenome acreditam que ele tem uma realeza, uma nobreza, uma classe, um poder, uma riqueza. Será essa a razão do distoamento ? Não somos nobres, poderosos, ricos ...

Alguns consideram complexo de inferioridade, outros consideram a pobreza, outros nem consideram. Aliás foi por causa da falta de consideração dessas tias e primos e do meu priminho querido que divide esse espaço comigo e que não carrega esse sobrenome, ainda bem, que desentubo essas palavras.

Domingo foi rezada missa de 30 dias de falecimento de um primo, que eu não via há 30 anos, é verdade. A gente não sabia nem que time ele torcia, se ele era gordo, chato, nobre.
Nessa igreja eu me casei, nessa igreja foi rezada missa para o meu irmão, nessa igreja foi rezada missa para minha mãe. Essa igreja tem história. Já seriam três adesivos - quatro com essa missa.

E então volto à falta de consideração celebrada no mês de agosto. Vi vários membros nobres da família, que se detestam, que não se viam há mais de 300 anos, se beijando, se abraçando... que família nobre de sentimentos. Eu fiquei encantada com a pintura que via.

Não pude ser como eles.

Do mesmo jeito que entrei naquela cena, saí. Eles me viram. Já começaram os "bolinhos" contando ponto negativo para mim. Além de carregar o sobrenome, carregarei outros predicados que pouco importam. Fato é que dessa vez foi diferente. Dessa vez fui eu quem fui nobre, esnobe, metida. Eu não assino meu sobrenome. Eu o carrego e pela primeira vez fiz com eles o que eles fizeram uma vida inteira com a minha mãe que tinha orgulho de assinar esse sobrenome e fazer parte desse "castelo de areia" que está mais pra barraco de fundo de quintal - assinei no silêncio, na entrada e na saída e com gosto. Foi agosto. Foi a gosto. Foi com gosto. Gosto.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Agosto

Bem, agosto chegou. Para muitos é apenas mais um mês. Para mim não: eu diria que é um mês, apenas. Inverto a ordem das palavras para me diferenciar. Há os que consideram agosto um mês de mal agouro. Idéia talvez oriunda da associação entre os dois "agos" que iniciam as palavras. Nunca participei do ridículo que é acreditar em superstições. Minto: sempre acreditei e muito. Até que descobri que ser supersticioso dá muito trabalho, e então parei com isso.

Agosto é também mês dos pais. As lojas anunciam fartura de presentes e abusam das mensagens emotivas. Desconfio que os anúncios de agosto só têm como objetivo alfinetar quem é órfão. Ainda bem que não inventaram presentes a serem colocados nos túmulos - à indústria escapou este filet mignon fúnebre. Fora isso, agosto é o mês em que morreu Getúlio Vargas, fato histórico que, pelo menos para mim, não tem trazido preocupações - não lamento nem comemoro.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Apenas Esta Canção

Ofereço esta canção para a mais presente que saudosa tia Norma Muylaert.

As Suas Mãos
(Pernambuco/Antônio Maria)

As suas mãos
Onde estão?
Onde está o seu carinho?
Onde está você?
Se eu pudesse buscar
Se eu soubesse aonde está seu amor
Você um dia há de chegar
Quando eu não sei
Você vai procurar
Onde eu estiver
Sem amor
Sem você
As suas mãos
Onde estão?
Onde está o seu carinho?
Onde está você?

Nathalie Ostorero, minha amiga

E lá veio ele. Chegou claro e bonito, um pouco frio mas muito azul. Transcorreu sem nenhuma alteração a não ser a lembrança do passado no fim da tarde.
Em 1980 nos mudamos para Laranjeiras. Lá naquele prédio que parece um pombal chamado "Três Mosqueteiros" vivemos, eu e meus irmãos, uma adolescência muito bacana. Era um duplex, aprontamos horrores e nos divertimos muito.
Conheci aos treze anos Nathalie Ostorero, uma vizinha de andar. O prédio era imenso e no nosso andar tinham mais de vinte apartamentos. Morávamos no 314 e Nathalie se mudou pra o mesmo corredor, do outro lado e algumas portas depois da nossa. Talvez o 319, não me lembro.
Nathalie morava com sua irmã que tomava conta dela. Elas eram francesas. A irmã era muito francesa, já Nathalie era muito brasileira. Nos tornamos amigas. Como erámos vizinhas era um entra e sai da casa de uma e de outra, e uma almoçava, a outra jantava e ouvia som e quando eu não estava em casa ela ficava lá conversando com minha mãe e irmãos que gostavam muito dela. Víviamos juntas muitas horas do dia.
Ela me ensinou muitas palavras em francês e eu não ensinei nada de português pra ela, porque ela era muito esperta e já sabia. A gente usava xampu de maçã verde da Loreal, empresa que a irmã dela trabalhava, e apostávamos qual era a cabeça mais cheirosa.
Íamos à festas em vários lugares e chegamos a ser identificadas como a "Loirinha e a Moreninha". Os meninos ficavam doidos com Nathalie e ela não ficava doida com eles. Como toda adolescente normal se apaixonava. Não durava nem um mês ela dispensava. Era uma menina muito franca e honesta. Uma dessas paixões foi um carinha que atendia pelo apelido de "Xampu" que morava numa rua sem saída nas Laranjeiras. Era engraçadíssimo nós duas subindo aquela ladeira íngrime com o propósito de ver se o carinha estava lá de bobeira. O tal carinha era um "playbozão" sem cérebro, um idiota que só fumava maconha, andava de moto e azarava todas as meninas. Nathalie se tocou e pulou fora. Depois foi um outro carinha da mesma rua que achava que ela era "areia demais pro caminhão dele", que era muito nova pra ele e não rolou. Do Xampu eu não sei, nunca mais o vi. Do outro carinha digo que ele se casou com um "bagulhão", tem dois filhos e parece apaixonadíssimo até hoje pela sua mulher. Essas histórias vieram à tona porque fui a um restaurante que de vez em quando íamos juntas. Foi uma sensação estranhíssima. Íamos a várias festinhas, viajávamos juntas... Nathalie me proporcionou muitas coisas boas que a minha família jamais poderia me proporcionar.
Dormi pensando na Nathalie, na nossa amizade, nos filhos dela, nos anos que passaram.
Acordei pensando no dia em que ela me telefonou perguntando se tinha chegado a caixa que ela tinha mandado. Nessa caixa tinha um "besourão enorme com chifre", tomei um susto e joguei a caixa longe. Ela era espirituosa e engraçada embrulhou o besourão e o colocou numa caixa de presente, dentro dessa mesma caixa tinham várias indicações pra que eu procurasse um pote de Creme Nívea e lá fui eu ... dentro do Creme Nívea ela me mandou de presente um cordão cheio de pepitas. É claro que tenho ele até hoje. O cordão ficou todo melecado do creme que gruda como uma cola. Lembro e rio. Lembro e os olhos marejam. O útimo presente que ela me mandou, um vidro do "Magie Noire" (a gente adorava esse perfume) o cara que ela pediu pra me entregar roubou. Ela ficou revoltada com o cara.
Tantos anos... nunca brigamos, não sei se pela distância, não sei ... acho que não, porque eu e a irmã dela conseguimos brigar mesmo distantes. Aliás, esse fato não abalou a nossa amizade de infância. Ela mesma me disse: "Banana, isso é problema teu com a Carole. Gosto de ti, da tua família e sei que você não fez o que a "fulana" (esqueci o nome da fulana) disse pra Carole que você fez. Se ela acredita também é problema dela." E assim, continuamos a nos falar, telefonar, mandar cartas. Tenho uma pilha de cartas da Nathalie, tenho até uma quimba de cigarro que nós fumamos. Ela chamava minha mãe de mãe. Quando meu irmão se matou, Nathalie mesmo distante há tempos me telefonou, nos mandou cartas, a gente sentiu a preocupação dela. E assim foi.
Passamos muitas coisas juntas. Uma grande amiga que revi em 1993 num jantar em Ipanema. Foi a última vez. Nathalie teve três filhos, um menino e duas meninas. Esse menino hoje é um rapaz de 16, 17 anos. A menina, segunda filha, é uma mocinha de seus 13, 14 anos e tem a menor que ainda é uma menina. Todos muitos bonitos. Ela era loira, esguia, muito bonita mesmo e seu marido um brasileiro típico nortista. Seus filhos são essa mistura de nacionalidades:" a morenice e a loirice."
Há dias tento acabar esse "destampamento de baú" e não consigo. Hoje faz dois anos que a minha mãe morreu. Há dois anos atrás com uma tristeza infinita mandei um e-mail pra Nathalie avisando que minha mãe tinha morrido. Nathalie não me respondeu.
A última notícia que ela me deu foi a que ela viria ao Brasil em abril comprar material para a obra da sua casa e estava pensando em vir ao Rio. Eu fiquei contente, não tinha dinheiro pra ir a Belém. Ela não veio.
Ela não virá nunca mais. Recebi em letras garrafais e em negrito a notícia do seu acidente em solo brasileiro. Seu marido, abalado, triste, inconformado me fez a gentileza de responder o e-mail alguns dias após a morte da minha mãe.

"Nathalie , achei a Tess no orkut. Ela é linda, parece com você. Impressionante o jeito dela nas fotos, se ela não fosse morena diria que era você. Não sei do Gregory e da Marion mas acredito que eles estejam bem. Se eu não estou enganada tinha uma foto deles no orkut da Tess. Não tenho mais notícia de nenhum deles, afinal era você o meu vínculo. A Tess fez uma declaração de amor pra você. Ela tem muitas saudades. Estou pensando em escrever pra ela. Quem sabe ela não tem curiosidade de saber como foi a nossa juventude ? Eu contarei pra ela como eu e você nos divertimos, choramos, brincamos. Terei que ter coragem porque pode ser que ela não queira e me dê um fora. Pode ser. Enfim, como você dizia: "Pára de ficar achando isso e aquilo e faz logo. Se der deu, se não der não deu, égua!!!"
Um beijo amiga loira. Muita luz pra você. Muita saudade.
Adriana

A barata do colunista de sábado

Um colunista sábado passado publicou em sua coluna semanal no jornal um texto sobre barata. É sério, barata bicho asqueroso.

Francamente: os nossos foram melhores !

Não sei se não havia veracidade na história da barata dele, se a barata dele era sem graça, se ele é quem é sem graça, se a graça dele não está na barata, se a barata ficou sem graça porque ele não tem graça, se ele ficou sem graça porque ele não acha graça da barata dele nem da dos outros, se o time da barata é sem graça e o dele também, se a barata era culta demais e ele também, se nenhum dos dois é culto, se a barata era chata como ele, se ela ficou chata por causa dele, enfim o texto não tinha a simplicidade, a humildade e a graça de textos que falam sobre baratas têm que ter.

E nós dois, dois descompassados, que pensávamos que barata não era assunto !

Barata rende história. Barata foi tema de um filme horrível chamado "Joe e as baratas" com uma hora de duração, barata é fonte de inspiração, barata é "cult", há baratas famosas como a da Clarisse, há baratas desconhecidas que têm histórias (como as nossas por exemplo) que foram fonte de inspiração para esse blog.

O que penso é que as nossas baratas, as que passaram pelas nossas vidas e se foram, e as que não foram, e as que ainda não passaram, são e serão mais engraçadas do que a do colunista sem graça.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Até Que A Morte Os Separe

Leni tinha um bom casamento. Cinqüenta anos de união. À vida de esposa e mulher do lar dedicava-se de corpo e alma. Cuidava pessoalmente do andamento da casa: ia ela mesma às compras semanais; não deixava de visitar a quitanda diariamente para escolher as frutas de que Célio mais gostava; passava os dias lustrando as janelas e pratarias, a imaginar os elogios e mimos que de Célio receberia. À noite, a mesa de jantar era posta com esmero.
Os vizinhos tinham pena da vida que levava aquela mulher, cujo marido morto era o único sentido. No café, duas xícaras, dois pratos, dois pães, bolo de milho fresquinho. E assim eram os almoços, quando Célio voltava da fábrica, e os jantares. "Está gostando do programa, meu bem?", perguntava ela todas as noites quando viam televisão. Completaram bodas de ouro e Leni não dispensou a festa, com toda a pompa a que tinha direito. Os convidados a cumprimentavam pela rara e duradoura união. Certa vez o Doutor Cláudio, amigo da família, bem que tentou tocar no assunto mas... que mulher era mais feliz do que Leni? Os olhos brilhavam, o sorriso se estendia quando Célio era o assunto.
Às vezes, no meio de um chá da tarde com uma amiga, interrompia a conversa, orgulhosa: "Querida, agora me dê licença porque vou à padaria buscar os Croissants do Célio, devem estar saindo neste exato momento!". E assim ia ela, pela calçada, quase saltitante, agradando uma criança, às vezes roubando uma flor que acenava no jardim da Dona Ercília...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Mercado Sexual

Querida prima, saio dos comentários para trazer à luz das postagens de nosso blog este assunto que considero de suprema importância para a dignidade de nosso país.
Repito: melancias, mandiocas, tomates, melões, bacalhaus, cenouras, berinjelas, nabos, tudo isso é um verdadeiro atentado à moral e aos bons costumes. Acho que deveriam ser abolidos das feiras livres e das bancas de supermercados todos os legumes, frutas, peixes, frutos do mar e outros que sejam classificados como inadequados para menores de 18 anos, já que estes estabelecimentos são freqüentados em grande escala por indivíduos desta faixa etária. Uma abóbora gigante, descomunal, anômala, insinuante, para tomarmos de exemplo, não pode ser exibida assim impunemente aos olhos de um impúbere! Isso não só escandaliza as crianças, como também constrange os pais e responsáveis! Sugiro imediatamente a criação de um conselho de notáveis para avaliar quais alimentos têm ou não caráter ofensivo e/ou pornográfico. Esse abuso tem que acabar! É preciso que a sociedade se mobilize nessa direção. Conto com você!

Familia de coração com defeito no filtro de linha

Avó materna, tio bonitão quarentão, primo quarentão bonitão filho do tio bonitão, prima nem tão bonitona assim, cinqüentona ...

Avó morta, tio bonitão morto, primo quarentão bonitão morto, prima nem tanto assim ... quase !

Esse ano já levei meu coração ao técnico, até aqui está tudo bem com o filtro de linha. O chip está um pouco avariado devido às fortes emoções sofridas nesses quarenta, mas a leitura ótica funciona perfeitamente.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Fomos ao Oi Futuro. Vimos muitas vinhentas da MTV e gostamos. No segundo andar tem uma exposição de videos do Ivan (esqueci o sobrenome) e quando a gente colocou os pés na porta o segurança me disse : "Sra. essa sala tem imagens impróprias pra menores de dezesseis anos".
- Se a Sra. quiser, ela pode entrar.
- É um video erótico ?
- Não, é que tem cenas de nudez.
-Ah, tá bem...

Pense: Andamos pelas ruas e passamos pelas bancas de jornais e revistas e ultimamente o que mais vemos é a "bunda gigantesca" da mulher melancia mostrando a bunda e bumbo e o segurança preocupado com cenas de nudez ?!!! Será que ele vive em qual mundo ? E eu que estou errada.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Primo

Dia 5 de julho foi aniversário da Ana Benjó. Dia 5 de julho foi um sábado bacana, com sol, com praia, de encontro com amigos...

Dia 5 de julho não foi um dia tão normal assim dia 7 de julho.

Dia 7 de julho foi aniversário da Ana Muylaert e nesse mesmo dia soubemos que dia 5 morreu nosso primo Juarez Muylaert.

Há mais ou menos 30 anos não o víamos, mas era nosso primo.
Será que ele gostava do azul, ou será que do preto, será que ele gostava de macarronada ?
E as manhãs de sol, será que lhe faziam bem, ou será que ele preferia o sereno ? Sabemos que ele era Botafoguense por causa das mensagens no orkut. Soubemos que ele tem uma filha...

É possível que ele também tenha se sentido assim quando o primo dele André Muylaert morreu.

A sua curiosidade fez com que ele visitasse nossas páginas no orkut. Acredito ter sido ele um bom homem, honesto, inteligente e justo. Lamento seu falecimento.
Lamento não termos partilhado nossas alegrias, sofrimentos, perdas, conquistas. Lamento ele não ter conhecido meu irmão que era o que eu acredito que ele tenha sido. Lamento por essa família "careta", metida, melindrosa, inconsistente.

Aos meus primos Muylaert que gostam de mim, que freqüentam a minha casa, que sabem da minha vida, que me ajudam e que falam comigo toda semana, obrigada.

Ao meu primo Archer, Felipe o mais novinho, o mais bonitinho, o mais queridinho que divide esse espaço comigo... precisa algo mais ?!?!?!?!





terça-feira, 17 de junho de 2008

Laurita Parmezon

Laurita Parmezon era uma badalada transformista colombiana que criou memoráveis performances na casa de Madame Louise, um cabaré parisiense de grande circulação entre os anos quarenta e cinqüenta. Foi famosa por seus casos ilustres e seus escândalos inolvidáveis, entre eles, o da cusparada que lhe endereçou a mulher de um militar francês de alto posto. Loira e de fartos cabelos encaracolados, enlouqueceu homens, destruiu casamentos e desfez fortunas. Em seu tempo, foi considerada a maior no gênero.
O tempo passou, e Laurita, "a aventureira", como também era conhecida , viu diminuir o seu número de espectadores e clientes na mesma proporção em que despencaram seus atributos físicos. Veio então para o Brasil, terra de macacos, pretos e ladrões, como ela mesma gostava de dizer.
Aqui desembarcando, por intermédio de um marinheiro porto-riquenho que a meteu clandestina num cargueiro, ela que também era sensitiva, paranormal e macumbeira nas horas vagas, recorreu a um despacho para fisgar Astolfão, pedante e senil executivo de sucesso que ostentava um cafona bigodinho mexicano - o de Laurita era raspado com creme "Nudite" às quartas-feiras.
Laurita logo acostumou-se à vida aristocrática que Astolfão lhe propiciara, e, à guisa de matar o tempo, divertia-se maltratando cozinheiras, motoristas e jardineiros, especialmente se fossem estes negros como sua bisavó materna, e se não lhe interessassem sexualmente - maneira encontrada para consertar recalques da infância humilde.
Um dia - como tudo se esvai - a fortuna de Astolfão chegou ao fim. Tiveram que cortar os caviares, depois as geléias dinamarquesas, vender os carros alemães... E, por fim, se viram obrigados a desligar telefones, abrir mão de imóveis, leiloar bibelôs... até que, em suma, foram parar debaixo da ponte, literalmente.
Laurita, que era oitentona, gabava-se de seu "corpinho de setenta", e, para abrandar um destino difícil, partiu novamente para a vida fácil de outrora - agora a busca era pelas sardinhas da noite.
Surpreendentemente, Astolfão e Laurita acostumaram-se até que bem a este modo simples e desprendido de viver que é o dos sem-teto. E certa tranqüilidade reinava ali, entre as duas paredes daquele viaduto.
Esta paz de espírito só foi quebrada um dia, quando da disputa por lençóis travada entre Astolfão e um companheiro de rua. Seu oponente gritara-lhe: "corno!". Astolfo desfez-se em nervos: admitiria tudo! Menos que lhe imputassem caluniosa alcunha...

sábado, 14 de junho de 2008

Prima gorda

A prima gorda já era gorda quando era pequena.

A prima gorda cresceu e ficou mais gorda ainda dada às suas proporções.

A prima gorda achava que era magra.

A prima gorda pulava de cima do guarda roupa no seu tailer azul petróleo congelado.

A prima gorda teve muitos namorados.

A prima gorda casou muito jovem e descasou muito jovem.

A prima gorda teve um casamento de princesa com direito a orquestra e tudo e tal.

A prima gorda descasada corria atrás dos ex-namorados.

A prima gorda virou empresária pobre, mas virou.

A prima gorda era sustentada pelo pai milionário e fazia da carteira dele a extensão da sua.

A prima gorda tornou-se uma mulher infeliz, ignorante e insuportável.

A prima gorda maltratava, humilhava e descartava quem bem entendia.

A prima gorda era racista e preconceituosa.

A prima gorda brincava de humilhar e pisar as pessoas.

A prima gorda fez muita gente chorar.

A prima gorda se apaixonou.

A prima gorda não conseguiu manter essa, e muitas outras paixões.

A prima gorda chorava.

A prima gorda era a "sabona".

A prima gorda era sacaneada e detestada por todos que a conheciam e achava que era adorada.

A prima gorda e sua prepotência e arrogância

A prima gorda ia à igreja toda semana.

A prima gorda rezava.

A prima gorda rezou.

A prima gorda engravidou.

E agora prima gorda ?
Será que a prima gorda mudou ?

Então tá !

Então tá que não tem ninguém correndo atrás de você .... você é que não quer saber de quem está correndo atrás de você. Acho que brisomancista é o que você disse. O que era mesmo ?! Ah, que escreve sentindo a brisa do mar ?!!?!?!?!?!? memória, memória, memo, ria, ia, ia, ai, ai, ai .... Que tragédia é essa do caminhão atropelar vocês dois e na placa do caminhão está escrito AMOR ! Não seja tão "duro" com o amor, digo esse amor.

Amargarão a curiosidade que matou um gato as minhas amiguinhas (os) que querem te ver. Vou mostrar tua foto quando você tinha 8 anos.
Enigma decifrado sobre "vaca prenha".

(10+ 10+10).4.5.15=suas notas dessa postagem.

Até breve com a verídica história da "Prima Gorda". Aguarde.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Resposta da Resposta da Resposta

Olá, Prima! Hoje vou de "Verdana"!

Quem me dera, prima Molina, ter uma paixão correndo assim atrás
de mim... e eu correndo e ela correndo, e eu correndo e ela correndo,
até que, atravessando a Rua do Destino, fossemos, eu e ela, gravemente
atropelados por um enorme e avassalador caminhão cujo pára-choques traria a inscrição: "Amor"... (Bem, já que você disse que "sentiu na brisa do mar",
há que se manter a poesia no ar...)

Quem sente as coisas na brisa do mar é um Brisomancista?

Não, nada de fotos por enquanto, minhas milhares de fãs terão que entender... O mistério está no ar... elas que aguardem e sosseguem!

A Grávida Oculta já foi revelada por outros meios... (Cifrado? Pode ser...)

Você me deu mais dez? Já estou com vinte. Agora te dou trinta; você me dá mais um dez, fica com trinta, e eu com trinta, certo?

Beijos!

Ah, aqui vai uma pista para você saber o nome da Grávida - se você ainda não acessou os outros meios pelos quais eu já revelei este enigma:

Ela é "Lúcida" mas sem "da", e está atrás da namorada do seu pai...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Resposta da resposta

Querido Primo,

Pára de fugir desse amor. Eu sinto, quando a respiro a brisa do mar, que meu priminho está apaixonado. Ela sabe. Sabe por que ela sabe ? porque você é transparente, translúcido, mais "trans do que lúcido". Quase um vidrex, um brilhex (eu não disse que essas empresas colocam "X" na razão social ou no produto. Você se lembra disso ?
Chega de amor platônico, socrotônico, aristotetônico ....

EU QUERO SABER QUEM ESTÁ GRÁVIDO !!!!!!!!! vou ter que esperar até que você tenha a boa vontade de me contar. Mau, mau, mau.... não gostei desse suspense.

Você já assistiu o filme "A outra" ? é sério. Precisamos correr com o roteiro do nosso "O outro".

Pára de não querer me mandar sua foto. Tudo bem pode ser em processo de fotossíntese, ou em quaresma, ou envelhecida. Até parece que você, translúcido, está preocupado com sua aparência. Conta outra.

Te dou outro DEZ e tchau.

Até ....


Resposta A Uma Prima Querida

Querida Prima,

acho que, influenciado pela nossa transparência, escolhi uma fonte bem fraquinha.
Sim, somos transparentes! Somos tão transparentes que tomamos banho com aquele
"Veja Vidrex" !

Somos transparentes e translúcidos! (quer dizer, eu acho que sou mais "trans" do que lúcido...)


Foto? Não sei, prima Drips Julina, preciso melhorar um pouquinho, não posso
decepcionar minhas fãs!!!!!!!!

Obrigado pelo meu dez e parabéns pelo seu!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ao meu querido primo

Querido primo,

Hoje pensava, lembrei da mini-gênia me perguntando: - Você faz isso ?!?!?!, de vez em quando eu faço e "posto". Muitas vezes só ficam batendo nas quinas, os pensamentos ...

Pensava que nós dois somos dois destrambelhados e descompassados mas somos duas criaturas criativas, transparentes e boas. Você não acha ? Será que os "outros" acham ? hein, hein ?????

Resolvi nos dar nota DEZ ! Então, 10 pra você e 10 pra mim.

Estou com uma puta gripe filha da puta que está fazendo o meu nariz escorrer mais do que ele já escorre e essa pôrra dessa tosse de velha fumante que não sai uma plaquinha de catarro voadora ... que pena !

Um amigo no sábado lá na Lavradio, feira de artesanato de "gente alternativa" e o escambau, me perguntou o que eu estava produzindo e eu respondi que no momento muito catarro verde. Ele riu muito.

Mini-gênia foi parar no hospital no domingo a noite por causa de uma picada de inseto. Ficou com a perna vermelha, roxa, dura e quente... já está mellhor com o Keflex, seu novo amigo de 6 em 6.

E por falar em inseto... perguntei pra ela se não foi uma barata que passou pela perna dela. Ela quase me bateu. "Imagina se uma barata vai passar na minha perna assim, sem um escândalo, sem eu vê-la. Não, barata não foi com certeza". A nova defensora das baratas !

Até primo ... me mande uma foto sua por favor. Não serve foto em processo de fotossíntese, com efeitos do tempo, nada disso. Foto atual. Quero mostrar pra os curiosos que querem te conhecer. Já pensou você conhecer uma doida dessa daqui e se apaixonar e esquecer a Isinha, hein, hein, hein ?????

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ontem

Foi uma quarta-feira nervosa. Tão nervosa que nem dá pra ficar espalhando muito o que aconteceu.
Esse espaço em branco de "propriedade do meu primo fefebidu e meu" já foi palco pra o meu desabafo tricolor e como ele permite ...
( acho até que ele é "tricolor carioca", né Fefelipe ?!?!?!)


No final da noite, depois desse dia e que dia, veio uma alegria: O MEU FLUMINENSE !
Devagar, desconhecido, sendo humilhado, desacreditado e o mingau está acabando.....
Desejo imensamente que o Flu continue assim : "cagado"
Aprecio a queda de estatísticas. Detesto a caretice. Fiquei "campeã" ontem e estou hoje !

Agora faltam mais dois jogos.

A torcida "Boquete" deve estar chupando o pau dos Argentinos .... da bandeira.... dia 25 vão chupar o "LDU" !

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Barata do Altair

2008. Após a morte de Getúlio Vargas, o AI-05, a Guerra do Golfo, a Guerra da Xexênia e o último capítulo de Duas Caras, o Brasil entra em forte depressão. A miséria borbulha nos ralos da grande pátria. Altair, menino órfão de doze anos de idade, pede esmolas na rua a troco de "esmolas". Mas ele não está só. No borbulhar dos bueiros ele conhece Alzira, uma barata anã ilusionista que, ao lado do garoto, passa a fazer pequenas mágicas na esquina para sobreviver. Portadora de Transtorno-Obssessivo-Compulsivo, ela é obrigada a bater na madeira toda vez que ouve um nome: Lula. De tanto bater, ela perde uma pata e usa um palito de fósforos como muleta. O garoto Altair resolve levá-la ao Circo dos Horrores para exibi-la, mas uma passagem para Brasília era muito caro. Altair e sua barata formam então, com a ratazana Bob, o trio "Boca de Lobo", excursionam pelo país, ganham milhões de reais e entram para a política. Lá, são corrompidos e têm seus mandatos cassados. Hoje, Altair, Bob e Alzira vivem na litorânea Acapulco, no México, e apresentam, numa pequena casa de espetáculos, uma turnê de comédias de costumes; o Brasil nunca mais foi o mesmo.

Num dia de verão

Era verão, dez horas da noite na Tijuca, saída da faculdade, desaba um temporal daqueles.
Corre pra lá, pra cá, se esconde debaixo da marquise... e lá vai ela com sua mini-saia molhada, seu caderno molhado, sua bolsa molhada para o ponto de ônibus. Era uma torcida debaixo daquele ponto de ônibus e lá foi ela se chegando, apertando um pouco ali e aqui e mesmo assim ficou na chuva. E lá vem um ônibus, e outro e outro e nada do ônibus dela. E a rua vai alagando e lá está ela olhando aquele ralo fedorento entupido e o ônibus que não vem. E a água suja vai chegando a calçada. Ela na calçada fedorenta, a chuva caindo e um montão de "colegas marrons" fugindo da inundação do ralo fedorento e ela lá olhando aquele "salve-se quem puder" e eis que ela sente uma cócega na perna, seu coração dispara e lá vem subindo aquele baratão e ela não quer acreditar no que vê e pára de pensar. Nessa situação, acredito, só parando de pensar. Bem, a doida dá um pulo ninja de Naruto, de Bruce Lee, de Indiana Jones...

No ponto de ônibus

Foi água suja pra todo lado, foi gente correndo da água suja, foi um tal de filha da puta, piranha..... e ela tentando explicar como se estivesse num palco falando para o ponto de ônibus que tinha uma barata na sua perna, e que ela tinha medo de barata !
Lá pelas tantas ela começa a pensar de novo e percebe que encostado no ferro do ponto de ônibus está um rapaz com braço e perna engessado, todo de branco fuzilando ela com o olhar. Aí ela repara que o rapaz já não estava tão branco assim e que se ele ficasse de quatro seria um Dalmata, tantas eram as bolinhas pretas da água suja que ela jogou nele. Ela ficou com pena de ver o rapaz todo malhado e impossibilitado de se mexer direito e foi pedir desculpas, e o rapaz a xingou e nesse momento o quê ela vê ? a barata subindo na perna branca dele. Era a mesma barata. O pulo ninja foi tão preciso que a barata foi parar na perna dele. E aí começa tudo de novo. Ela sai correndo da barata da perna dele, molha todo mundo de novo o rapaz fica pedindo pra alguém tirar aquele bicho dali e e ela vai embora no ônibus que pára naquele momento e ri até chegar em casa.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Descobertas


Semana passada eu estive em São Paulo. Quando o São Paulo fez o primeiro gol. Me senti no Morumbi. Aos 46 minutos virei carioca tricolor.
Que felicidade !
Ontem, eu estive na Argentina. Que frio ....
Voltei logo a ser carioca tricolor. Que felicidade !
Até que eu conseguia torcer pra o Botafogo, Flamengo, Vasco (não muito), times de São Paulo e outros quando eram eles os representantes do futebol brasileiro. Agora eu quero que eles se f@#$dam !
Comemoraram o gol do "Boca" como se fossem Argentinos ! eu ri.
Pensando melhor, quem precisa da minha torcida ? Eu também não preciso da de ninguém!
É um timinho menor do que o "azulzinho do ABC", como disse um Zé da Graça São Paulino, mais tá lá MANO !!!! Não falo mais sobre esse assunto. Nada a declarar sobre esse amor irracional às três cores que traduzem a tradição: a paz, a esperança e vigor unido e forte pelo esporte EU SOU É TRICOLOR !!!

Da série agradecimentos

Tenho feito descobertas incríveis, como a da minha invisibilidade, por exemplo. Longa história, conto depois.
Semana passada uma montoeira de cabos pegou fogo e ficamos sem luz praticamente um dia inteiro. Não bastasse, a fonte do computador queimou, a caixa de som queimou e as lâmpadas estouraram. Queria agradecer a LIGHT. Obrigada LIGHT ! você agora faz parte do meu rol de preces diárias como o Sr. Romão do Brasa Grill, os lixeiros da LOCANTY, o cara lá de Caxias dono da LOCANTY, o Prefeito do Rio....

Rezo todos os dias pra vocês.


segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Gratidão É Um Sentimento Nobre

Bem, já que a onda é de agradecimentos, não poderia deixar de fazer os meus. Aqui vão:

Agradeço imensamente, em primeiro lugar, a Sky-TV por assinatura, que telefona para dez pessoas ao mesmo tempo, conversa com o cliente que atende primeiro e reserva para os outros nove um simpático "espere, somos da Sky" e depois um sinal de ocupado. Como é divertido isto, senhores da Sky! Por que não pensaram nesta maravilhosa brincadeira antes?

Depois quero enviar meu obrigado à Net- Tv/Internet, que desligou meu acesso à Internet
por um atraso de doze dias na fatura! Justo eu, que pago religiosamente! Ah, nada que uma conversinha bem "amigável" não resolvesse, não é, amigos? Obrigado pelo pronto-restabelecimento!

Encerrando esta sessão, externo minha gratidão aos coletores de lixo da cidade
de Americana, que no sábado, tão apressados que estavam, a mim não puderam aguardar! Como vocês foram bons, fazendo com que eu me exercitasse correndo atrás do caminhão até a esquina! Pensaram na minha saúde! Obrigado mesmo, a todos vocês!

sábado, 24 de maio de 2008

O nome da barata entrona era Walter

O nome dele é Walter. Estava anteontem num cinema no Leblon assistindo ao “Homem de ferro”. Virou notícia de jornal.

Rio Show – Jornal O Globo – 23/05/08 - “Barata entrona” – Levei meu filho e amigos ao cinema Leblon para assistir a “Homem de Ferro”. Quase no fim da sessão, um dos meninos disse que algo havia entrado em sua bermuda. Ele correu para fora da sala e sacudiu a roupa. Foi então que, perplexos, vimos cair uma enorme barata no chão. Lamentável para um cinema tradicional. Carla, por e-mail.

Walter não era de ferro e nem homem. Era culto, cinéfilo, cineasta, adorava o escurinho do cinema. Tinha bebido um drink, no dia anterior foi a uma Rave e olha no que deu. Adeus Walter. Tanto buraco pra você entrar e tinha que ser na bermuda do menino ?!?!?!?!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Dinha do Acarajé


Morreu Dinha do Acarajé.
Do Acarajé morreu Dinha.
Morreu do Acarajé Dinha.
Dinha do Acarajé morreu.

Não vi Dinha,
não sei quem é.
A notícia é simples:
Morreu Dinha do Acarajé.

Nunca fui à Bahia,
não provei acarajé.

É certo que Acarajé fazia.
Não fosse assim esse nome
não tinha.

Adeus, Dinha do Acarajé,
baiana legítima.

Com que olhos viveu?
De que gostava mais,
além de acarajé, se é
que gostava?

Por quem se apaixonou?
Tinha medos?
Tinha medo de barata, de avião?
Não sei de nada não.

Dinha, vai com Deus;
vieste à Terra com a
missão de ser baiana,
chamar-se Dinha e ser
do Acarajé. Vai com fé!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Agradecimento - parte 1

Gostaria de agradecer a Prefeitura do Rio de Janeiro por criar a Lei do silêncio e permitir que a descumpram.
Gostaria de agradecer a empresa LOCANTY telefone 2671-0076, não tem de quê fazer propaganda de empresa tão útil, tão solicita de coleta de lixo seletivo e aos lixeiros que diariamente, impreterivelmente me acordam as 4h da manhã. Obrigada, muito obrigada mesmo.
Não posso deixar de agradecer também aos que me proporcionaram a partir da sua inauguração a noites mal dormidas ou seriam acordadas ? o restaurante BRASA GRILL no Largo do Machado, especialmente na pessoa do Sr.Romão, gerente do referido restaurante. Obrigada Sr. Romão ! Agradeço muito mesmo pela sua colaboração e empenho para as minhas tranqüilas madrugadas, essa de hoje e tantas outras que virão. Esqueçamos o passado.
E finalmente, agradeço a todos os clientes que comem e produzem essa montanha de merda de lixo desse que é o meu restaurante preferido: O BRASA GRILL!
Aproveito oportunamente para desejar que vocês assem no "GRILL", com um palito grosso e colorido na bunda, no quinto dos infernos e que é uma pena que eu não possa transformá-los em baratinhas francesas para poder esmagá-los com uma simples pisadinha....

Madre Teodora

Isolda prepara-se para visitar sua tia Madre Teodora no convento. Mas esta história não começa aqui. Faz-se necessário voltar no tempo. Madre Teodora já nasceu freira. Filha de um proprietário de terras da pequena cidade de Cruz-das-Dores, Teodorinha - ou Teodoca, como carinhosamente era chamada por suas irmãs - percorreu um longo e espinhoso caminho até alcançar a plena realização de seu sonho: entrar para o convento. Filha de pais ateus, Teodora pressentiu muito cedo que Dona Enervídes e Seu Arquimédes constituiriam o seu principal obstáculo.
Teodora era muito bem quista na cidade. Todos admiravam sua simpatia e inteligência. Havia em Teodorinha uma clara superioridade intelectual sobre as irmãs; e também sobre as suas colegas de colégio, sobre seus pais e sobre a cidade inteira de Cruz-das-Dores.
Mais do que isso: existia em Teodora uma sensibilidade incomum, uma espécie de paranormalidade.
A primeira manifestação inusitada dos poderes de Teodorinha deu-se aos sete anos.
Sucedeu que, passeando com sua mãe por em torno da Praça principal de Cruz-das-Dores, a garota foi subitamente atacada por uma profunda tristeza da qual não sabia identificar a origem.
- Mamãe - disse Teodora - como é triste ver a praça assim, com as flores todas murchas, as plantas secas e as árvores tão feias... Isto me entristece...
- Oh, queridinha, não fique assim... É que estamos no inverno, e no inverno é normal que a natureza se recolha para depois reaparecer ainda mais bonita!
- Então, mamãe - retrucou a menina - quando eu for dormir hoje à noite, pedirei ao Papai do Céu que traga logo a primavera para a nossa cidade!
- Ah, minha filhinha! - foi só o que pôde responder Dona Enervídes à filha, enternecida pela ingenuidade e candura da criança, enquanto enxugava uma lágrima.
No dia seguinte, alvoroço geral na cidade, todos em torno da praça, boquiabertos, inebriados, embasbacados: o jardim estava explêndido; tudo havia se tranformado, como em toque de mágica. Havia profusão de margaridas, azaléias, lírios, rosas, orquídeas, crisântemos, todos os tipos de flores, espalhadas pelos canteiros até então vazios; as árvores, antes magras e secas, opacas, agoram eram robustas, imponentes, coloridas, e até mesmo numerosos beija-flores sobrevoavam aquele paraíso em rítmica dança. Dona Enervídes não acreditava no que seus olhos enxergavam... Era milagre! Milagre de Teodorinha!
Desde então Teodora deu pra fazer previsões. Adivinhava tudo, o sexo das crianças que estavam por nascer, a morte dos habitantes de Cruz-das-Dores e acontecimentos importantes da cidade.
Foi, para tomarmos de exemplo, o que aconteceu quando do desabamento da Igreja da Vila Velha: Teodorinha correu a avisar as crianças que ensaiavam no coral da Igreja e evitou um acidente de enormes proporções.
Teodora , a contragosto dos pais, era uma espécie de santa da cidade. E quando demonstrou interesse em estudar no convento e um dia virar freira, estes mostraram-se contrários, mas logo tiveram que abrir mão de suas convicções; foi precisamente no dia em que Teodorinha morreu. Expliquemos.
Um dia Teodorinha morreu. Foi num final de tarde que lhe atacou a garganta um pequeno pigarro, coisa pouca.
- Está com tosse, filhinha?
- Não, hum, hum, mamãe, é só uma coceirinha na garganta, não se preocupe.
- Você tem saúde de ferro, Teodora, nunca pegou sequer uma gripe!
No dia seguinte, a coceirinha passou a tosses constantes que se tranformaram em pneumonia, com febre alta, e Teodorinha foi posta de cama até não resistir e morrer.
- Ah, que desgraça, Arquimédes, deviamos ter permitido que Teodorinha entrasse para a irmandade! Que desgraça!
- Ai, Enervídes, como isto queima o meu coração, como isto queima o meu coração!
A cidade inteira compareceu ao velório de Teodora. Às quatro e meia da tarde o Padre Vitório pronunciava sua oração quando um fato deveras estranho conteceu. Alguém disse:
- Uma barata!
Dona Framília, que tinha horror ao inseto, soltou um grito estridente e desatou a correr entre os presentes, empurrando todos:
- Uma não, são duas baratas!
O Osvaldo da farmácia também não podia ver uma barata e teve quase uma síncope:
- Olha, ali tem outra... E ali! Meu Deus, não param de surgir baratas!
Com efeito a sala do velório foi tomada por numerosas baratas que advinham incessavelmente de baixo do caixão de Teodora. Alguns segundos depois e já eram em torno de cinqüenta. Neste instante, para espanto absoluto de todos, Teodorinha levantou-se bruscamente, olhos esbugalhados. Confusão geral. Corria-se das baratas; agora corre-se de Teodorinha. Diversas pessoas desmaiam. Demora-se a entender o que se vê. Teodora recussita!
Bem, após este prólogo, voltemos à Isolda, que se arruma em frente ao espelho. Passam-se setenta anos. Valquíria, irmã de Teodora, conversa com sua filha sentada à mesa do café.
- Ah, mamãe, eu não quero visitar a titia Teodora...
- Mas por quê, Isolda, ela é tão boa para você!
- Eu sei, mamãe, mas é que... Às vezes ela me enfada. Sabe... Eu não gosto dessa sua mania de ficar prevendo o futuro, dizendo o que vai acontecer em nossas vidas...
- Oh, querida, não se preocupe com isso. É que este dom a acompanha desde pequena, você tem que entender. E, além do mais, nem sempre ela acerta...
- E eu não sei? Comigo mesmo já errou diversas vezes...
- Pois então! Só não quero que contrarie Teodora. Minha irmã já é uma mulher idosa. Vive para rezar, coitada, confinada naquele convento dia e noite!
- Está bem, mamãe, levarei as frutas.
Ainda um pouco contrariada, Isolda, linda moça de vinte anos, namorada do Augusto, rapaz da cidade que está prestes a formar-se médico, parte rumo ao convento.
- Oh, Isoldinha! Deus, como eu fico feliz em vê-la, você não pode imaginar, filhinha!
- Sei, titia... Eu também.
- Sente-se Isoldinha - Teodora sentia por sua sobrinha Isolda não diremos inveja, mas algo entre admiração e orgulho, aquele frescor da idade, a fisionomia esbelta, os longos cabelos cacheados, a promissora carreira no magistério, a vida que estava por se descortinar...
- Trouxe frutas para a senhora. Tem tudo de que a senhora gosta. Maçãs, uvas, bananas, morangos...
- Como você é boa para mim Isoldinha... Mas, diga-me, como anda o namoro com o Augusto?
- Ah, titia! - neste instante um raio de luz atravessa os olhos de Isolda, e sua fisionomia muda ao falar do namorado - o Augusto e eu, creio que juntaremos nossos trapinhos em breve...
- Seria lindo...
- Não posso esperar mais, titia!
- Seria lindo...
- Estou até imaginando como será meu vestido!
- Seria lindo... Mas não vai ser.
- O... O quê, titia?
- Este casamento não sai.
- Como não sai?
- É o que digo, não se casará com Augusto.
- Mas titia, Augusto e eu, nós nos amamos, somos verdadeiramente apaixonados um pelo outro...
- Augusto tem outra... Eu sinto.
- O quê??? Augusto.. Outra?
- Sim.
- Mas... Pois olhe, titia, eu não acredito no que a senhora está dizendo - Isolda cruza os braços e vira-se de costas.
- Como não acredita?
- Não acredito. Para mim é cristalino como a água... Até o final do ano me caso com Augusto. E ele é absolutamente fiel a mim...
- Não posso entender... Nunca desconfiou de mim, querida... Estou desolada...
- Não se trata de desconfiança, titia... Apenas acho que a senhora se engana.
- Mas... Trago em meu coração este dom, filha ... Nunca alguém recusou a oferta de minhas previsões, Isolda!
- Pois quando se trata de meu futuro e de Augusto, posso garantir: casamo-nos tão logo ele se forme!
- Estou muito triste, querida. Muito triste...
- Olhe, titia, se a senhora agora me der licença, irei estudar para minhas provas do magistério. Não me leve a mal. Mamãe envia beijos - Isoldinha beija a testa de teodora, que está sentada em sua cadeira de balanço, e sai.
- Isoldinha... Volte aqui... - murmurou Teodora.
Nunca ninguém ousara contrariar Teodora. Estava perplexa. Sentia apertar-lhe o coração. De súbito um mal-estar: o ar lhe faltava; quis levantar e não pôde. Sufocava-lhe a garganta, não podia chamar por auxílio. Doía-lhe a cabeça. Nunca ninguém ousara contrariar Teodora. Sozinha em seu quarto, pôs-se a debater, mas não podia mais respirar. Segundos de terror se passaram. Foi encontrada morta, minutos depois, quando chamavam-lhe para as orações.
Nunca ninguém ousara contrariar Teodora. Nunca...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Agradecimento/objeto de desejo - parte 2/ parte 1



Eu queria ter um caminhão de lixo igual a esse, sem esse adesivo do Kauê e da Prefeitura do Rio de Janeiro. Meu objeto de desejo.
Como eu seria feliz dirigindo um caminhão desse às 4 horas da madrugada, com aquele compactador ligado sem parar, atirando aqueles sacos pretos, latas, garrafas, caixa de isopor, dentro da caçamba fazendo o maior barulhão ....
Eu queria ter um caminhão desse e uma lista de endereço. Pra começar o do Sr. Romão - gerente do BRASA GRILL e do Dom João Lixeiro dono da LOCANTY, que eu presumo quem seja mas tenho medo de dizer porque o cara é mafioso e eu posso virar o lixo do lixo dele, o do Prefeito do Rio todos sabemos.
Seria uma apoteose de alegria vê-los acordando de madrugada com suas cuecas listradas e casacos azuis e sua família, como minhocas em cima dos lençóis de linho se contorcendo ... Ó, quanta alegria.... todos os dias .... quanto egoísmo o meu ....
Será que na rua deles, debaixo da janela deles, como uma serenata, isso acontece todos os dias ?
Eu quero que eles se fo@#$%$¨!!!! dentro de uma caçamba, com palitos coloridos enfiados na bunda, com um saco preto todo cagado de restos de salmão e cebola na cabeça, e um radinho tocando Roberto Carlos. Peguei pesado.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Não ia dar certo!

Quando a gente fica com raiva de alguém o desejo é que um monte de coisas ruins aconteçam pra esse alguém, e nem adianta vir com essa historinha de que "Eu, não. Eu não desejo isso...."
Quando alguém que a gente não fez nada fica com raiva da gente e não sabemos nem o porquê, a gente também deseja que esse alguém "se dane".
Se essas pessoas pudessem virar baratas ia ser muito bom, assim com uma simples chinelada elas estariam espatifadas ! Seria bom pra muita gente... pra mim não... Eu não mato baratas. Tenho pavor delas.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Jurema

- Barata, barata, barata, barata, barata!
- O que é isso, mulher?
- Eu não agüento mais tanta barata!
- Mas onde tem barata??
- Correu pra janela e foi embora...
- Eu acho que você está vendo coisas...
- Eu sei o que vejo... e sei o que verei depois...
- Sabe o que vê, o que verá depois... Que história é essa?
- Ele... Ele sempre vem... Depois das baratas...
- Mas quem, santa criatura, vem depois das baratas???
- O Nicanor! O Nicanor!
- Ah, não, vai começar de novo com essa história de Nicanor! Nicanor está morto. Morto e enterrado!
- Não pra mim!
- Eu acho que você virou é uma histérica!
- Você não acredita, não é?
- Eu acredito que você deve procurar ajuda urgente...
- Ajuda? A minha própria irmã me chamando de louca! E o pior é que você acredita! Você acredita! Você faz isso pra me irritar!
- Como você fala bobagem...
- Você está louca para que me internem... Que me levem pra bem longe da SUA casa, não é?... Pobre destino de uma mulher viúva, idosa, sem casa pra morar...
- Que idosa o quê? Por acaso agora você é idosa com 39 anos?
- Mas é assim que eu me sinto... Desde que o Nicanor morreu parece que... parece que a minha vida passou... que eu vivo pra esperar a morte.
- Não seja dramática.
- Não é drama, não! É real o que eu sinto... E ele vem pra me perturbar... Ele me persegue!
- Eu acho que quem anda influenciando você é esse pai-de-santo com quem você anda saindo...
- Que pai-de-santo o quê! O Valdecir é espiritualista!
- Ista, ista... Sei. O que eu sei é que desde que você começou a se relacionar com esse... ista, você não tem sossego.
- Eu não me "relaciono" com o Valdecir, ele é só um amigo.. Uma alma gentil... Que me acolheu num momento tão difícil...
- Sei, sei... De almas gentis o inferno está cheio. Humpf, se eu não conhecesse...
- Judith, não é o Valdecir o meu problema. É o Nicanor!
- Mas o que esse homem morto, que já apodreceu, já foi corroído pelas baratas, pode fazer pra você, Jurema! Depois diz que não tá doida...
- Ele tem ciúmes...
- Ciúmes???
- O Nicanor morre de ciúmes do Valdecir!
- Ah, não, essa é boa! O Nicanor com ciúmes do Valdecir...
- Eu não agüento mais, eu não agüento!
Jurema sai perturbada em direção à rua. Quase é atropelada por uma bicicleta. Segue sem destino. Anda dois, três quarteirões. Senta-se num banco de praça. Levanta-se, continua a andar. Ao passar por um poste, uma voz:
- Jurema... Jurema!
- Quem é? O quê você quer! Deixe-me em paz!
- Jurema, você é minha mulher...
- Eu ERA a sua mulher, Nicanor, eu ERA!!! Você morreu! Morreu e me deixou!!!
- O Valdecir... O Valdecir...
- O que tem o Valdecir?
- Não se esqueça... Eu estou vendo tudo...
- Vendo o quê, não aconteceu nada, Nicanor!
Uma senhora passa e oferece ajuda:
- Minha filha, você está precisando de alguma coisa?
- É esse homem, dona, ele me persegue, eu não posso mais suportar!
- Qual homem, moça?
- Meu marido... Meu marido morto! Ele fala comigo, não me deixa em paz!... Tudo está confuso, eu não sei mais distinguir o que é real... As baratas... As baratas me avisam! As baratas!
- Minha filha, eu vou levar você pra casa, você está pálida...
- Não, minha casa não, eu não quero mais ver baratas!
- Na sua casa tem muita barata?
- Todo dia, toda hora, dona. E quando eu durmo, à noite... elas vêm... E fazem cócegas pelo meu rosto!
- Você não quer que eu chame um médico?
- Não! Não, médico não, médico não!
- Mas eu tenho que chamar... Eu vou chamar!
- Médico não, médico não! Não!!!
Neste momento Jurema sai em disparada, atravessa novamente a rua sem olhar e é atropelada por um táxi em alta velocidade. De sua cabeça no chão, já sem vida, escorre grande quantidade de sangue. Uma barata passa por sua testa, cotidianamente...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A força do pensamento

Feira livre sábado de manhã em Laranjeiras. Gritaria frenética ! A feira pára.
Ela joga a sacola no chã
o, puxa a blusa com força pra frente como se estivesse prendendo algo em suas costas, diz pra sua irmã que precisa ir pra casa, fica nervosa e começa a correr no meio da feira pra alcançar rapidamente sua portaria. O elevador demora e ela se desespera. Entra em casa quase chorando, sobe as escadas de três em três degraus, berrando o nome da sua mãe, dizendo que tem uma barata presa nas costas e que ela precisa salvá-la.
Sua mãe criatura serena, pede para deixá-la tirar sua blusa. Ela não deixa e diz que a barata vai andar.
Minutos de tensão .... a mãe escorrega a mão pelas costas dela e não encontra nenhum calombinho, muito menos calombinho de barata ! Tentativa em vão de convencimento.... mais minutos de tensão .... Ela tira a blusa.
Pois é, aí está a força do pensamento.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Stéphanie e Sua Barata

Há no mundo muitas baratas. Elas vivem ao nosso redor.
E, salvo no caso de algumas exceções, como a do menino Ronaldo, que não conhecia
as baratas e descobriu que precisava usar óculos para poder enxergá-las,
elas estão sempre presentes.
Existia, no entanto, uma menina que vivia entristecida porque não tinha uma barata.
- Mamãe, eu quero uma barata! - repetia Stéphanie.
- Minha filha, mas você quer uma barata?!
- Sim, mamãe! - este era o seu maior desejo.
Suas coleguinhas possuiam cachorrinhos, coelhinhos, patinhos... mas Stéphanie
ansiava por uma barata. Um dia a menina conheceu a Jujú, e Jujú
tinha uma barata.
- Puxa, Jujú, quando a sua barata tiver uma filhotinha você não dá ela pra mim?
- Claro, Stéphanie!
E assim passaram-se alguns dias, Stéphanie sonhando com sua baratinha. Até
que um dia ela recebeu um presente. Era um embrulho todo enfeitado, com um lacinho vermelho e um cartão: "Uma lembrança da Jujú.".
A partir deste dia Stéphanie exibiu orgulhosa a sua baratinha para todo mundo,
e cuidava muito bem dela; inclusive deu-lhe o nome de Angélica.
Dona Loló, a mãe de Stéphanie, tinha medo de baratas mas acabou aceitando
Angélica porque sabia que agora sua filhinha estava feliz e realizada.
Foi através de Stéphanie que Ronaldo, o menino que não sabia o que era
barata, conheceu uma. Mas esta história vocês já conhecem...

O menino que não sabia o que era uma barata

O menino não sabia o que era uma barata. Cresceu assim sem saber. Ontem ele descobriu o que é uma barata e que precisa de óculos. O nome do menino é Ronaldo.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Menino e o Rato

Bem, já que falamos muito de barata, melhor passar a um assunto mais
agradável...

- O quê? Você acha que o Martinho teria sido capaz?
- Claro! Quem mais iria querer roubar a fortuna da Maria Carolina?
- Pois pra mim vocês dois estão enganados. Eu aposto que foi o Cerqueira!
- Que Cerqueira o quê, o Cerqueira é apaixonado pela Maria Carolina! Só um idiota acha que foi o Cerqueira!
- Calma, meninos, não vão brigar por causa disso. No capítulo de amanhã a gente fica sabendo.
- É... Ai, ai... que horas são?
- Mas o Cerqueira finge que gosta da Maria Carolina e...
- Ai! Olha lá, olha lá, mãe!
- O quê foi?
- Uma coisa pulando atrás do sofá!
- Pulando? Ai, Ai, Minha Nossa Senhora, Misericórdia! Socorro!
- Eu vi, é um morcego!
- Não... É um... É um rato!
- Ai, Meu Jesus, Meu Jesus! Um rato! E agora???
- Nossa! O quê a gente faz?
- Eu tô com medo, eu não sei matar isso, se a Marieta tivesse aqui! Tinha que aparecer a essa hora?!
- Eu vou ficar em cima da cadeira.
- Eu vou ligar pro Acílio!
- Isso, liga pro meu pai, liga!
- Tá chamando......
- Tomara que ele não esteja dormindo.
- Acílio, Acílio! Tudo bem? Você não acredita: tem um rato aqui... Os meninos viram, um rato! O Gustavo falou que é um rato! O Felipe acha que é um morcego... Está atrás do sofá... Pelo amor de Deus, vem pra cá! Agora!
- Ele vem???
- Disse que vinha... O que a gente faz? Eu vou pegar uma vassoura!
- Pega duas!
- Pega três!
- Chegou o táxi.
- Moço, o senhor pode ajudar a gente a matar um rato?
- Não precisa, Helena. Quanto é a corrida?
- Se quiser eu fico, doutor...
- Ah, então fica, moço, ele não vai enxergar e...
- São oito cruzeiros antigos novos.
- Pára com isso, Helena, eu já disse que não precisa!
- Mas, Acílio, o moço ajuda você, é bem melhor e...
- Olha, o senhor me leva de volta.
- Tá bom, tá bom, não precisa... Mas o quê tem de mais? O chofer ajuda você e...
- Tchau.
- Não, fica, pelo amor de Deus, Acílio!
- Fica pai.
- Boa noite hein.
- Boa Noite, doutor. O senhor quer que eu espere?
- Não, pode demorar, eu ligo. Obrigado.
- Cadê ele?
-Atrás do sofá, pai!
- Agora eu não sei se tá mais lá, pai!
- Vamos tirar tudo, quem me ajuda?
- Eu, pai, eu...!!!
- Como o Felipe, é corajoso, né Gustavo! Vamos pra cozinha então...
- Vou colocar você... ai, que peso!... em cima do balcão.
- Isso pai, daqui de cima eu olho tudo e... Pai, olha ele lá!
- Aonde, aonde!
- Atrás de você!
- Cadê!
- Entrou atrás da cortina!
- Agora eu pego.
- Tá vindo pra cá! Tá vindo pra cá!
- Mostra, onde tá!
- Aaaaaa, tá subindo aqui no balcão, socorro!!! Mãeeeee!
- Que foi, Felipe! Corre, entra aqui!
- Abre que eu vou!!.....aaaa tá vindo atrás de mim.
PLAMFT.
- Nossa, mãe, ele tava querendo me pegar! Ufa...
- Olha ele! Olha ele!
- Ai, Meu Deus, onde Gustavo, socorro!
- A cabeça na porta!!!
- Nossa! Ele prendeu a cabeça na porta quando o Felipe entrou! Acílioooo!
- Puxa, não fosse eu ter ido ajudar o meu pai, hein, mãe!!!

domingo, 20 de abril de 2008

O Bauru

Éramos muitos naquela casa em que moramos. Além da família tinham os agregados de cada um de nós e então a falação e a aglomeração era muita.
Na casa cabiam todos, tinha varanda e aquela mata em frente nos dava a sensação de que era continuação dela. Para mim, tudo imenso ! A gente se agrupava na sala, na varanda e fumávamos, bebíamos, jogávamos conversa fora, fofocávamos ou simplesmente contemplávamos a paisagem.

Entre os agregrados havia um que era o "agregrado compartilhado", ele era de todos, o mais velho, nosso vizinho de porta, que fazia um creme de cupuaçu delicioso, um suflê de peixe amazonense de dar água na boca e outras coisinhas. Levava as cervejas e fumava escondido da família. Ele "batia ponto". Todo dia lá pelas oito horas da noite lá vinha ele com suas iguarias e seu maço de cigarro e perfumadíssimo. Ele era advogado e estudava muito para os concursos públicos. Ele também trabalhava e vivia por aí nesse interior do estado do Rio de Janeiro.
Uma noite ele chega cabisbaixo, dá um "Oi" murcho, pega o seu cigarrinho e sua cerveja vai pra varanda e fica lá olhando o céu.
O que será que aconteceu com ele ? depois de algum tempo ele nos conta seu dia.
A trabalho ele foi à Vassouras, resolveu o que tinha que resolver e sentiu fome. Foi para a rodoviária e na lanchonete pediu um "Bauru completo". Dava pena vê-lo contando. Ele comia com muita gana aquele sanduiche e como que por instinto resolveu dar uma espiadela no que comia. Antes porém, ele já havia sentido um estalo enquanto mastigava mas não se ligou muito. Nas mãos a metade do "Bauru" com ovo, alface, e tudo e tal e também a metade de uma BARATA ! No susto ele analisou aquela coisa com pernas, amasada, prensada, quentinha sem abrir o sanduíche pra não ter certeza do que era. Depois, o nojo, a raiva.... argh !

Estático ele ficou quando entendeu que a metade da barata já estava dentro da sua barriga. Ele não nos contou se ele chorou. Eu sempre quis muito saber ! Ele contou que xingou, quis bater no atendente, no gerente e na população inteira de Vassouras. Acho que ele nunca mais comeu um Bauru.
Naquele dia eu perguntei e ele mais uma vez não quis responder: -"Você comeu a cabeça ou o cú da barata ? "

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Tinha o George naquele momento

Era uma quinta-feira quente, muito quente. O convite foi feito e aceito com uma certa relutância, afinal sua esposa não iria. Pernas pra lá, pra cá, vira de cabeça pra baixo, olha pra um lado, olha pra o outro e faz o corvo, e faz o pombo e não fizemos mais nada. A aula parou, acabou o controle da mente, acabou a tranquilidade quando a mini-gênia, que diga-se de passagem fazia um exercício de concentração que consistia em não emitir uma única palavra justamente naquele dia, chama a menina Alface e diz: "tem uma Abigail ali"
Abigail ?!?! Quem é essa mulher invisível que a mini-gênia vê, a menina Alface vê e nós não vemos ? Era uma barata ! o que faz dois seres batizarem um inseto repugnante com um nome de velha ? até agora eu não sei. Sei que cinco mulheres correram pra janela fazendo de escudo os blocos e eis que nos demos conta que tinhamos Georginho com seus dois metros de altura, amarradão fazendo o corvo e achando que Abigail era mesmo uma velha. Começou a gritaria. Começou o pânico quando ela abriu suas asas. Arrepiante. Georginho olhava pra gente e não falava nada. Foi então que uma de nós disse : "Mata logo essa barata Georginho" @#$5 !!!!
Ele foi calmamente ...... zen..... grandão...... rindo.... e empurrou móvel, sacudiu a cortina e aquela voadora ameaçando voar e nós também e pronto ele ficou lá com o chinelo da Alface empurrando a Abigail pra lá e pra cá. Aquilo foi dando um nervoso na gente que quase que fomos nós as assassinas dos dois. Ouviu-se o Plec. Abigail estava morta. Georginho estava lá naquele momento. Todas lembram de Georginho com muito carinho desde que ele voltou ao seu país. Sua esposa foi comunicada do seu ato de heroísmo e ficou muito feliz.
Hoje, ao escutarmos um "Abigail" já saimos correndo !

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Norma não tinha medo de barata

Trebuchet lilás
Norma, era uma mulher pequeninha, calminha, bonitinha, falava baixinho e matava baratinha com as mãos. Baratinhas, baratão não que ela tinha nojo daquele catarro que sai de dentro delas !
Quanta coragem pra um corpinho tão frágil e uma saúde tão debilitada. Essa era Norma. As baratas a temiam. Nada de Baygon, Rodiazol, Raid, Baratex (gostaria de saber porque a maioria dos nomes de empresas e produtos terminam com "X", Você tem alguma idéia ?)

Norma, por incrível que possa parecer tinha muitos medos, mas barata com ela não tinha vez !

Seus filhos - quatro, apenas um não tinha medo de baratas. Por que será ? quatro irmãos criados juntos, Norma matando baratas desde que eles eram pequenos, as baratas são antigas não é mesmo, e apenas um pegava barata pela antena !
Norma não entendia aqueles três correndo por causa de uma barata e lá ia ela em câmera lenta, com o chinelinho na mão e plec ! O serviço era completo: matava e catava. Norma não era como os assassinos profissionais que acham que matar barata é trabalhoso demais e portanto largam o presunto antenudo largado pra alguma criatura caridosa recolhê-lo. Norma você era diferente de toda gente e faz muita falta.


terça-feira, 15 de abril de 2008

Ancila

Acabei de fazer, exclusivamente para o Blog!



Ancila


Esta é a história de Ancila. Ancila vivia só. Filhos não tinha, irmãos nem sobrinhos. Ninguém a visitava; poucos notavam sua existência. A casa em que morava assemelhava-se a um pequeno castelo; contrução histórica tombada que, além de Ancila, só era freqüentada por Dona Agnes, a faxineira que às sextas-feiras limpava o casarão. De seu marido, morto há muitos anos, às vezes Ancila esquecia as feições, e recorria a um porta-retratos que habitava o fundo da cristaleira. Não fora mãe. Engravidou uma única vez. Uma tarde, porém, viu perplexa seu feto afundar no vaso sanitário.
Ancila não temia a solidão. Um homem não lhe fazia falta. É certo que ainda tinha sonhos eróticos, e ao acordar ria de si mesma. Por vezes até admirava o fato de ainda estar viva: "Deus, por qual razão o Senhor não me leva daqui, por quanto tempo ainda habitarei esta casa, subirei as mesmas escadas, jantarei nesta mesma mesa, por quanto tempo?".
Dona Agnes, a faxineira, era o único acontecimento que alterava a rotina da casa, ou mesmo a rotina da falta de acontecimentos. Todas as sextas às oito: era mais precisa que um relógio atômico. No início, aquela casa, aquele silêncio, aquele ambiente mesmo tétrico a incomodava. Chegou por vezes a sentir certo calafrio ao escovar o corrimão da escada, de prata envelhecida pelo tempo, esculturada de maneira clássica. Depois acostumou-se, e nem piedade sentia mais por sua patroa. Tinha o salário pago religiosamente. Quem retirava a aposentadoria de Ancila e fazia as compras da semana, além de pagar as contas, era o Rubião, um jovem funcionário da mercearia local que se prestava a isso por uma pequena quantia. Mas nem Rubião era visto por Ancila. Agnes é quem intermediava.
Um dia Ancila foi para cama mais cedo. Leu as últimas páginas de "Os Irmãos Karamázov" e deitou-se, exausta. Estava, contudo, algo perturbada. Pois foi justamente nesta noite que Ancila morreu. É preciso explicar que Ancila havia, no último mês de sua vida, experimentado sensações que não mais almejava vivenciar. Voltemos no tempo.
Uma noite em que, deitada na cama, Ancila divertia a mente com os reflexos dos faróis dos carros que luziam no teto do quarto, sentiu algo roçando suas pernas. O que é isso? Descobriu-se bruscamente. Nada... Devia ser uma impressão. Dali a alguns instantes, outra vez. Era como se dedos deslizassem suavemente sobre um dos joelhos. Achou estranho e adormeceu levemente, quase sem perceber. Foi quando lhe percolheu a alma o maior sonho de sua vida, algo extremamente insólito, diferentemente novo. Ancila, em seu devaneio noturno, era acariciada, percorrida, umidificada, devassada por uma... uma... é preciso que se diga: uma barata! Por uma suave, uma delicada, uma simples barata... que despertara em Ancila sentidos altamente sensuais e totalmente desconhecidos. Vivera uma longa noite de amor, inebriante, extasiante, singular, impublicável...
A princípio quase despertou. Mas... espere! Que sensação estranha, que sensação nova... que sensação agradável! Sentiu-se, poderíamos dizer, algo mulher novamente, e foi, sim, luxuriosa a noite em que Ancila, desbravada por inteiro, deixou-se dominar pelo bel-prazer de um inseto!
No dia seguinte sentiu dores de cabeça. Achou-se ridícula. E enquanto Agnes - era sexta-feira - lustrava o corrimão da escada, lia o jornal e fugia do olhar da faxineira: "Que bela dama, deixar-se seduzir por uma, Meu Deus, uma barata!...".
À noite, no quarto, Ancila havia já esquecido o tórrido amor que vivenciara naquele mesmo cenário quando, novamente ao buscar o sono, ouviu o barulhinho de algo próximo à cabeceira de sua cama. Não podia acreditar. Era ela, de novo! E olhava para Ancila com certa... ternura. Ancila corou. Ficaram assim, alguns instantes encarando-se. Foi então que o inseto tomou o primeiro impulso e penetrou a cama através dos planaltos formados pelos lençóis de seda. Ancila deixou-se levar... Entregou-se por inteiro... Mais uma vez... Um pouco por vontade, um pouco por apatia.
E assim sucederam-se trinta dias, um igual ao outro, ou melhor, trinta dias de desejo crescente... até que, como dissemos, Ancila morreu.
Foi encontrada uma sexta-feira, por Agnes, caída ao pé da escada. Compareceram ao velório somente a criada e Rubião. Aliás, poucos souberam da morte da mulher que habitava aquele casarão. Enterrada às cinco horas da tarde, Ancila permaneceu imóvel até às oito, como era de esperar, quando foi despertada por pequenas cócegas no nariz. De início não teve reação. Era presa do mais profundo dos sonos. Mas o leve roçar persistia. Foram necessários alguns minutos para que, mansamente, abrisse os olhos. Ancila sorriu. Era ela! Era ela... "Eu sabia que viria", foi só o que disse. Lá fora a lua encobria-se e chovia timidamente...


Fefê Bidu

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