terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Senha de Rosiska



A sanha da senha, a sanha... a senha da sanha...
a sanha que 'senha' e a vida ganha...
A senha que a troco de nada (e tudo) espera,
e o mato come...
come o que é do galo,
o que é gargalo, buraco velho,
o que é parado, sinuca preta de morro, barriga velha de gato... branco.
Aí... nada de senha. Deu branco, deu branco, deu branco na vida, deu branco na vida inteira, deu branco na vida alheia... vem, rebenta o caco de telha, 'serpenta' a honra alheia...
Vida inteira, vá de 'adia' , de tudo, vadia, vá dia, serpente muda, caluda, muda, demuda, de calha, de boa, de boa, da boa... à vista da sanha da tua senha...
Sente a flor de serpente... a cobra marca o valente, de fogo e mato de lenha, carvão a jato de senha, caído à parte do parto do mato, o gato do rabo do gato... a serra se encobre de sangue, a nuvem pariu um raio, o barco correu mais que a gente, e a moça ligou-me pro nada, nada, nada!, que nada... e o nada beijou a moça, e o sangue correu do parto, riscando de vida que a sanha da senha de Deus ou 'té' do Diabo corre partindo... partindo, parindo, partindo de raio o céu cordato e macabro, o céu de um guerrilheiro alado, de um gavi'ãoloprado', de um celeiro urbano, de nada, de nada e Matheus, e Lia, e Paulo, de nada e Paulo, e Vinicius e Marta... Foi quando... foi quando... A tarde deu caldo, a tarde deu o caldo, a tarde deu um caldo, caldo de canja, canja boa, canja de boa canoa, barco que vira e corre, que nega e escorre, que vira a curva, curva de rio que seca e foge... da mão morena de um silêncio negro, escuro, negro como luz que vem do céu à noite, a luz do céu que vem à noite, qual senha, qual sem Rosiska... qual senha, qual sem, Rosis, qual senha, senha, a sanha... qual senha, qual senha, sanha, de sanha, de sanha, desenha a senha de sanha, a senha, qual senha, qual sanha, a senha, qual senha, qual sanha, a senha... e Rosiska que não lembra a senha, e Rosiska que não lembra a senha, e Rosiska que não lembra a senha, e Rosiska que não lembra a senha...

2 comentários:

Agripina e Agripino disse...

Primo é um POETA !!!eu adorei.... beijo

Agripina e Agripino disse...

Primo é um POETA !!!eu adorei.... beijo

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