quarta-feira, 30 de abril de 2008

Stéphanie e Sua Barata

Há no mundo muitas baratas. Elas vivem ao nosso redor.
E, salvo no caso de algumas exceções, como a do menino Ronaldo, que não conhecia
as baratas e descobriu que precisava usar óculos para poder enxergá-las,
elas estão sempre presentes.
Existia, no entanto, uma menina que vivia entristecida porque não tinha uma barata.
- Mamãe, eu quero uma barata! - repetia Stéphanie.
- Minha filha, mas você quer uma barata?!
- Sim, mamãe! - este era o seu maior desejo.
Suas coleguinhas possuiam cachorrinhos, coelhinhos, patinhos... mas Stéphanie
ansiava por uma barata. Um dia a menina conheceu a Jujú, e Jujú
tinha uma barata.
- Puxa, Jujú, quando a sua barata tiver uma filhotinha você não dá ela pra mim?
- Claro, Stéphanie!
E assim passaram-se alguns dias, Stéphanie sonhando com sua baratinha. Até
que um dia ela recebeu um presente. Era um embrulho todo enfeitado, com um lacinho vermelho e um cartão: "Uma lembrança da Jujú.".
A partir deste dia Stéphanie exibiu orgulhosa a sua baratinha para todo mundo,
e cuidava muito bem dela; inclusive deu-lhe o nome de Angélica.
Dona Loló, a mãe de Stéphanie, tinha medo de baratas mas acabou aceitando
Angélica porque sabia que agora sua filhinha estava feliz e realizada.
Foi através de Stéphanie que Ronaldo, o menino que não sabia o que era
barata, conheceu uma. Mas esta história vocês já conhecem...

O menino que não sabia o que era uma barata

O menino não sabia o que era uma barata. Cresceu assim sem saber. Ontem ele descobriu o que é uma barata e que precisa de óculos. O nome do menino é Ronaldo.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Menino e o Rato

Bem, já que falamos muito de barata, melhor passar a um assunto mais
agradável...

- O quê? Você acha que o Martinho teria sido capaz?
- Claro! Quem mais iria querer roubar a fortuna da Maria Carolina?
- Pois pra mim vocês dois estão enganados. Eu aposto que foi o Cerqueira!
- Que Cerqueira o quê, o Cerqueira é apaixonado pela Maria Carolina! Só um idiota acha que foi o Cerqueira!
- Calma, meninos, não vão brigar por causa disso. No capítulo de amanhã a gente fica sabendo.
- É... Ai, ai... que horas são?
- Mas o Cerqueira finge que gosta da Maria Carolina e...
- Ai! Olha lá, olha lá, mãe!
- O quê foi?
- Uma coisa pulando atrás do sofá!
- Pulando? Ai, Ai, Minha Nossa Senhora, Misericórdia! Socorro!
- Eu vi, é um morcego!
- Não... É um... É um rato!
- Ai, Meu Jesus, Meu Jesus! Um rato! E agora???
- Nossa! O quê a gente faz?
- Eu tô com medo, eu não sei matar isso, se a Marieta tivesse aqui! Tinha que aparecer a essa hora?!
- Eu vou ficar em cima da cadeira.
- Eu vou ligar pro Acílio!
- Isso, liga pro meu pai, liga!
- Tá chamando......
- Tomara que ele não esteja dormindo.
- Acílio, Acílio! Tudo bem? Você não acredita: tem um rato aqui... Os meninos viram, um rato! O Gustavo falou que é um rato! O Felipe acha que é um morcego... Está atrás do sofá... Pelo amor de Deus, vem pra cá! Agora!
- Ele vem???
- Disse que vinha... O que a gente faz? Eu vou pegar uma vassoura!
- Pega duas!
- Pega três!
- Chegou o táxi.
- Moço, o senhor pode ajudar a gente a matar um rato?
- Não precisa, Helena. Quanto é a corrida?
- Se quiser eu fico, doutor...
- Ah, então fica, moço, ele não vai enxergar e...
- São oito cruzeiros antigos novos.
- Pára com isso, Helena, eu já disse que não precisa!
- Mas, Acílio, o moço ajuda você, é bem melhor e...
- Olha, o senhor me leva de volta.
- Tá bom, tá bom, não precisa... Mas o quê tem de mais? O chofer ajuda você e...
- Tchau.
- Não, fica, pelo amor de Deus, Acílio!
- Fica pai.
- Boa noite hein.
- Boa Noite, doutor. O senhor quer que eu espere?
- Não, pode demorar, eu ligo. Obrigado.
- Cadê ele?
-Atrás do sofá, pai!
- Agora eu não sei se tá mais lá, pai!
- Vamos tirar tudo, quem me ajuda?
- Eu, pai, eu...!!!
- Como o Felipe, é corajoso, né Gustavo! Vamos pra cozinha então...
- Vou colocar você... ai, que peso!... em cima do balcão.
- Isso pai, daqui de cima eu olho tudo e... Pai, olha ele lá!
- Aonde, aonde!
- Atrás de você!
- Cadê!
- Entrou atrás da cortina!
- Agora eu pego.
- Tá vindo pra cá! Tá vindo pra cá!
- Mostra, onde tá!
- Aaaaaa, tá subindo aqui no balcão, socorro!!! Mãeeeee!
- Que foi, Felipe! Corre, entra aqui!
- Abre que eu vou!!.....aaaa tá vindo atrás de mim.
PLAMFT.
- Nossa, mãe, ele tava querendo me pegar! Ufa...
- Olha ele! Olha ele!
- Ai, Meu Deus, onde Gustavo, socorro!
- A cabeça na porta!!!
- Nossa! Ele prendeu a cabeça na porta quando o Felipe entrou! Acílioooo!
- Puxa, não fosse eu ter ido ajudar o meu pai, hein, mãe!!!

domingo, 20 de abril de 2008

O Bauru

Éramos muitos naquela casa em que moramos. Além da família tinham os agregados de cada um de nós e então a falação e a aglomeração era muita.
Na casa cabiam todos, tinha varanda e aquela mata em frente nos dava a sensação de que era continuação dela. Para mim, tudo imenso ! A gente se agrupava na sala, na varanda e fumávamos, bebíamos, jogávamos conversa fora, fofocávamos ou simplesmente contemplávamos a paisagem.

Entre os agregrados havia um que era o "agregrado compartilhado", ele era de todos, o mais velho, nosso vizinho de porta, que fazia um creme de cupuaçu delicioso, um suflê de peixe amazonense de dar água na boca e outras coisinhas. Levava as cervejas e fumava escondido da família. Ele "batia ponto". Todo dia lá pelas oito horas da noite lá vinha ele com suas iguarias e seu maço de cigarro e perfumadíssimo. Ele era advogado e estudava muito para os concursos públicos. Ele também trabalhava e vivia por aí nesse interior do estado do Rio de Janeiro.
Uma noite ele chega cabisbaixo, dá um "Oi" murcho, pega o seu cigarrinho e sua cerveja vai pra varanda e fica lá olhando o céu.
O que será que aconteceu com ele ? depois de algum tempo ele nos conta seu dia.
A trabalho ele foi à Vassouras, resolveu o que tinha que resolver e sentiu fome. Foi para a rodoviária e na lanchonete pediu um "Bauru completo". Dava pena vê-lo contando. Ele comia com muita gana aquele sanduiche e como que por instinto resolveu dar uma espiadela no que comia. Antes porém, ele já havia sentido um estalo enquanto mastigava mas não se ligou muito. Nas mãos a metade do "Bauru" com ovo, alface, e tudo e tal e também a metade de uma BARATA ! No susto ele analisou aquela coisa com pernas, amasada, prensada, quentinha sem abrir o sanduíche pra não ter certeza do que era. Depois, o nojo, a raiva.... argh !

Estático ele ficou quando entendeu que a metade da barata já estava dentro da sua barriga. Ele não nos contou se ele chorou. Eu sempre quis muito saber ! Ele contou que xingou, quis bater no atendente, no gerente e na população inteira de Vassouras. Acho que ele nunca mais comeu um Bauru.
Naquele dia eu perguntei e ele mais uma vez não quis responder: -"Você comeu a cabeça ou o cú da barata ? "

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Tinha o George naquele momento

Era uma quinta-feira quente, muito quente. O convite foi feito e aceito com uma certa relutância, afinal sua esposa não iria. Pernas pra lá, pra cá, vira de cabeça pra baixo, olha pra um lado, olha pra o outro e faz o corvo, e faz o pombo e não fizemos mais nada. A aula parou, acabou o controle da mente, acabou a tranquilidade quando a mini-gênia, que diga-se de passagem fazia um exercício de concentração que consistia em não emitir uma única palavra justamente naquele dia, chama a menina Alface e diz: "tem uma Abigail ali"
Abigail ?!?! Quem é essa mulher invisível que a mini-gênia vê, a menina Alface vê e nós não vemos ? Era uma barata ! o que faz dois seres batizarem um inseto repugnante com um nome de velha ? até agora eu não sei. Sei que cinco mulheres correram pra janela fazendo de escudo os blocos e eis que nos demos conta que tinhamos Georginho com seus dois metros de altura, amarradão fazendo o corvo e achando que Abigail era mesmo uma velha. Começou a gritaria. Começou o pânico quando ela abriu suas asas. Arrepiante. Georginho olhava pra gente e não falava nada. Foi então que uma de nós disse : "Mata logo essa barata Georginho" @#$5 !!!!
Ele foi calmamente ...... zen..... grandão...... rindo.... e empurrou móvel, sacudiu a cortina e aquela voadora ameaçando voar e nós também e pronto ele ficou lá com o chinelo da Alface empurrando a Abigail pra lá e pra cá. Aquilo foi dando um nervoso na gente que quase que fomos nós as assassinas dos dois. Ouviu-se o Plec. Abigail estava morta. Georginho estava lá naquele momento. Todas lembram de Georginho com muito carinho desde que ele voltou ao seu país. Sua esposa foi comunicada do seu ato de heroísmo e ficou muito feliz.
Hoje, ao escutarmos um "Abigail" já saimos correndo !

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Norma não tinha medo de barata

Trebuchet lilás
Norma, era uma mulher pequeninha, calminha, bonitinha, falava baixinho e matava baratinha com as mãos. Baratinhas, baratão não que ela tinha nojo daquele catarro que sai de dentro delas !
Quanta coragem pra um corpinho tão frágil e uma saúde tão debilitada. Essa era Norma. As baratas a temiam. Nada de Baygon, Rodiazol, Raid, Baratex (gostaria de saber porque a maioria dos nomes de empresas e produtos terminam com "X", Você tem alguma idéia ?)

Norma, por incrível que possa parecer tinha muitos medos, mas barata com ela não tinha vez !

Seus filhos - quatro, apenas um não tinha medo de baratas. Por que será ? quatro irmãos criados juntos, Norma matando baratas desde que eles eram pequenos, as baratas são antigas não é mesmo, e apenas um pegava barata pela antena !
Norma não entendia aqueles três correndo por causa de uma barata e lá ia ela em câmera lenta, com o chinelinho na mão e plec ! O serviço era completo: matava e catava. Norma não era como os assassinos profissionais que acham que matar barata é trabalhoso demais e portanto largam o presunto antenudo largado pra alguma criatura caridosa recolhê-lo. Norma você era diferente de toda gente e faz muita falta.


terça-feira, 15 de abril de 2008

Ancila

Acabei de fazer, exclusivamente para o Blog!



Ancila


Esta é a história de Ancila. Ancila vivia só. Filhos não tinha, irmãos nem sobrinhos. Ninguém a visitava; poucos notavam sua existência. A casa em que morava assemelhava-se a um pequeno castelo; contrução histórica tombada que, além de Ancila, só era freqüentada por Dona Agnes, a faxineira que às sextas-feiras limpava o casarão. De seu marido, morto há muitos anos, às vezes Ancila esquecia as feições, e recorria a um porta-retratos que habitava o fundo da cristaleira. Não fora mãe. Engravidou uma única vez. Uma tarde, porém, viu perplexa seu feto afundar no vaso sanitário.
Ancila não temia a solidão. Um homem não lhe fazia falta. É certo que ainda tinha sonhos eróticos, e ao acordar ria de si mesma. Por vezes até admirava o fato de ainda estar viva: "Deus, por qual razão o Senhor não me leva daqui, por quanto tempo ainda habitarei esta casa, subirei as mesmas escadas, jantarei nesta mesma mesa, por quanto tempo?".
Dona Agnes, a faxineira, era o único acontecimento que alterava a rotina da casa, ou mesmo a rotina da falta de acontecimentos. Todas as sextas às oito: era mais precisa que um relógio atômico. No início, aquela casa, aquele silêncio, aquele ambiente mesmo tétrico a incomodava. Chegou por vezes a sentir certo calafrio ao escovar o corrimão da escada, de prata envelhecida pelo tempo, esculturada de maneira clássica. Depois acostumou-se, e nem piedade sentia mais por sua patroa. Tinha o salário pago religiosamente. Quem retirava a aposentadoria de Ancila e fazia as compras da semana, além de pagar as contas, era o Rubião, um jovem funcionário da mercearia local que se prestava a isso por uma pequena quantia. Mas nem Rubião era visto por Ancila. Agnes é quem intermediava.
Um dia Ancila foi para cama mais cedo. Leu as últimas páginas de "Os Irmãos Karamázov" e deitou-se, exausta. Estava, contudo, algo perturbada. Pois foi justamente nesta noite que Ancila morreu. É preciso explicar que Ancila havia, no último mês de sua vida, experimentado sensações que não mais almejava vivenciar. Voltemos no tempo.
Uma noite em que, deitada na cama, Ancila divertia a mente com os reflexos dos faróis dos carros que luziam no teto do quarto, sentiu algo roçando suas pernas. O que é isso? Descobriu-se bruscamente. Nada... Devia ser uma impressão. Dali a alguns instantes, outra vez. Era como se dedos deslizassem suavemente sobre um dos joelhos. Achou estranho e adormeceu levemente, quase sem perceber. Foi quando lhe percolheu a alma o maior sonho de sua vida, algo extremamente insólito, diferentemente novo. Ancila, em seu devaneio noturno, era acariciada, percorrida, umidificada, devassada por uma... uma... é preciso que se diga: uma barata! Por uma suave, uma delicada, uma simples barata... que despertara em Ancila sentidos altamente sensuais e totalmente desconhecidos. Vivera uma longa noite de amor, inebriante, extasiante, singular, impublicável...
A princípio quase despertou. Mas... espere! Que sensação estranha, que sensação nova... que sensação agradável! Sentiu-se, poderíamos dizer, algo mulher novamente, e foi, sim, luxuriosa a noite em que Ancila, desbravada por inteiro, deixou-se dominar pelo bel-prazer de um inseto!
No dia seguinte sentiu dores de cabeça. Achou-se ridícula. E enquanto Agnes - era sexta-feira - lustrava o corrimão da escada, lia o jornal e fugia do olhar da faxineira: "Que bela dama, deixar-se seduzir por uma, Meu Deus, uma barata!...".
À noite, no quarto, Ancila havia já esquecido o tórrido amor que vivenciara naquele mesmo cenário quando, novamente ao buscar o sono, ouviu o barulhinho de algo próximo à cabeceira de sua cama. Não podia acreditar. Era ela, de novo! E olhava para Ancila com certa... ternura. Ancila corou. Ficaram assim, alguns instantes encarando-se. Foi então que o inseto tomou o primeiro impulso e penetrou a cama através dos planaltos formados pelos lençóis de seda. Ancila deixou-se levar... Entregou-se por inteiro... Mais uma vez... Um pouco por vontade, um pouco por apatia.
E assim sucederam-se trinta dias, um igual ao outro, ou melhor, trinta dias de desejo crescente... até que, como dissemos, Ancila morreu.
Foi encontrada uma sexta-feira, por Agnes, caída ao pé da escada. Compareceram ao velório somente a criada e Rubião. Aliás, poucos souberam da morte da mulher que habitava aquele casarão. Enterrada às cinco horas da tarde, Ancila permaneceu imóvel até às oito, como era de esperar, quando foi despertada por pequenas cócegas no nariz. De início não teve reação. Era presa do mais profundo dos sonos. Mas o leve roçar persistia. Foram necessários alguns minutos para que, mansamente, abrisse os olhos. Ancila sorriu. Era ela! Era ela... "Eu sabia que viria", foi só o que disse. Lá fora a lua encobria-se e chovia timidamente...


Fefê Bidu

De Mini-gênias e Baratas Rosas

Oi, Abrilina Drips!

Bom, já que você usou Georgia, eu vou de
Lucida Grande! Pra atenuar os meus
devaneios!

Também não me lembro muito bem
o que você postou... Meu Deus, dois
arterioesclerosados, esse blog vai ser
uma beleza!

Barata Rosa? Sim, seria interessante!

Uma baratinha gay! Uma barata gay
engajada!

Ah, você disse que o nosso blog é digno? Ele é digno
e é genuíno!

E ele ainda conta com a assessoria de uma mini-gênia,
isso é exclusivo!

Vou ver se mando um mini-conto para nosso
blog. Adivinha qual o assunto?

Ass: Fefê Bidu

O poste

Georgia .... É o Ray, o Charles é essa fonte !

Essa parada de ficar falando de barata está nos deixando mais doidos que somos.

Eu não disse que eu ia "postar" primeiro !
Será que é o efeito da "naftalina" ou a abstinência, não sei ainda.

Você achou um luxo ter um blog e eu acho digno.

Não seja preconceituoso com a cor-de-rosa. Conheço muitas pessoas cor-de-rosa. Vamos colocar uma barata rosa andando pela tela.

Ainda temos muito que aprender nesse "postamento" de "posta". Não sei por exemplo, como eu visualizo o seu comentário enquanto escrevo isso e como você deve ter ciência, minha mente não está lá muito "postada" e nem me lembro o que foi que você escreveu.

O poste agora é nosso !

quinta-feira, 10 de abril de 2008

As casas em que moramos têm histórias, muitas.
Há dias falamos sobre baratas e já está virando uma tese. Por isso, resolvemos compartilhar nossas conversas com quem quiser.
Com tempo faremos esse blog ficar bonitinho como os outros. Quem sabe cor de rosa, colocar fotos, quem sabe baratas ....

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