terça-feira, 17 de junho de 2008

Laurita Parmezon

Laurita Parmezon era uma badalada transformista colombiana que criou memoráveis performances na casa de Madame Louise, um cabaré parisiense de grande circulação entre os anos quarenta e cinqüenta. Foi famosa por seus casos ilustres e seus escândalos inolvidáveis, entre eles, o da cusparada que lhe endereçou a mulher de um militar francês de alto posto. Loira e de fartos cabelos encaracolados, enlouqueceu homens, destruiu casamentos e desfez fortunas. Em seu tempo, foi considerada a maior no gênero.
O tempo passou, e Laurita, "a aventureira", como também era conhecida , viu diminuir o seu número de espectadores e clientes na mesma proporção em que despencaram seus atributos físicos. Veio então para o Brasil, terra de macacos, pretos e ladrões, como ela mesma gostava de dizer.
Aqui desembarcando, por intermédio de um marinheiro porto-riquenho que a meteu clandestina num cargueiro, ela que também era sensitiva, paranormal e macumbeira nas horas vagas, recorreu a um despacho para fisgar Astolfão, pedante e senil executivo de sucesso que ostentava um cafona bigodinho mexicano - o de Laurita era raspado com creme "Nudite" às quartas-feiras.
Laurita logo acostumou-se à vida aristocrática que Astolfão lhe propiciara, e, à guisa de matar o tempo, divertia-se maltratando cozinheiras, motoristas e jardineiros, especialmente se fossem estes negros como sua bisavó materna, e se não lhe interessassem sexualmente - maneira encontrada para consertar recalques da infância humilde.
Um dia - como tudo se esvai - a fortuna de Astolfão chegou ao fim. Tiveram que cortar os caviares, depois as geléias dinamarquesas, vender os carros alemães... E, por fim, se viram obrigados a desligar telefones, abrir mão de imóveis, leiloar bibelôs... até que, em suma, foram parar debaixo da ponte, literalmente.
Laurita, que era oitentona, gabava-se de seu "corpinho de setenta", e, para abrandar um destino difícil, partiu novamente para a vida fácil de outrora - agora a busca era pelas sardinhas da noite.
Surpreendentemente, Astolfão e Laurita acostumaram-se até que bem a este modo simples e desprendido de viver que é o dos sem-teto. E certa tranqüilidade reinava ali, entre as duas paredes daquele viaduto.
Esta paz de espírito só foi quebrada um dia, quando da disputa por lençóis travada entre Astolfão e um companheiro de rua. Seu oponente gritara-lhe: "corno!". Astolfo desfez-se em nervos: admitiria tudo! Menos que lhe imputassem caluniosa alcunha...

sábado, 14 de junho de 2008

Prima gorda

A prima gorda já era gorda quando era pequena.

A prima gorda cresceu e ficou mais gorda ainda dada às suas proporções.

A prima gorda achava que era magra.

A prima gorda pulava de cima do guarda roupa no seu tailer azul petróleo congelado.

A prima gorda teve muitos namorados.

A prima gorda casou muito jovem e descasou muito jovem.

A prima gorda teve um casamento de princesa com direito a orquestra e tudo e tal.

A prima gorda descasada corria atrás dos ex-namorados.

A prima gorda virou empresária pobre, mas virou.

A prima gorda era sustentada pelo pai milionário e fazia da carteira dele a extensão da sua.

A prima gorda tornou-se uma mulher infeliz, ignorante e insuportável.

A prima gorda maltratava, humilhava e descartava quem bem entendia.

A prima gorda era racista e preconceituosa.

A prima gorda brincava de humilhar e pisar as pessoas.

A prima gorda fez muita gente chorar.

A prima gorda se apaixonou.

A prima gorda não conseguiu manter essa, e muitas outras paixões.

A prima gorda chorava.

A prima gorda era a "sabona".

A prima gorda era sacaneada e detestada por todos que a conheciam e achava que era adorada.

A prima gorda e sua prepotência e arrogância

A prima gorda ia à igreja toda semana.

A prima gorda rezava.

A prima gorda rezou.

A prima gorda engravidou.

E agora prima gorda ?
Será que a prima gorda mudou ?

Então tá !

Então tá que não tem ninguém correndo atrás de você .... você é que não quer saber de quem está correndo atrás de você. Acho que brisomancista é o que você disse. O que era mesmo ?! Ah, que escreve sentindo a brisa do mar ?!!?!?!?!?!? memória, memória, memo, ria, ia, ia, ai, ai, ai .... Que tragédia é essa do caminhão atropelar vocês dois e na placa do caminhão está escrito AMOR ! Não seja tão "duro" com o amor, digo esse amor.

Amargarão a curiosidade que matou um gato as minhas amiguinhas (os) que querem te ver. Vou mostrar tua foto quando você tinha 8 anos.
Enigma decifrado sobre "vaca prenha".

(10+ 10+10).4.5.15=suas notas dessa postagem.

Até breve com a verídica história da "Prima Gorda". Aguarde.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Resposta da Resposta da Resposta

Olá, Prima! Hoje vou de "Verdana"!

Quem me dera, prima Molina, ter uma paixão correndo assim atrás
de mim... e eu correndo e ela correndo, e eu correndo e ela correndo,
até que, atravessando a Rua do Destino, fossemos, eu e ela, gravemente
atropelados por um enorme e avassalador caminhão cujo pára-choques traria a inscrição: "Amor"... (Bem, já que você disse que "sentiu na brisa do mar",
há que se manter a poesia no ar...)

Quem sente as coisas na brisa do mar é um Brisomancista?

Não, nada de fotos por enquanto, minhas milhares de fãs terão que entender... O mistério está no ar... elas que aguardem e sosseguem!

A Grávida Oculta já foi revelada por outros meios... (Cifrado? Pode ser...)

Você me deu mais dez? Já estou com vinte. Agora te dou trinta; você me dá mais um dez, fica com trinta, e eu com trinta, certo?

Beijos!

Ah, aqui vai uma pista para você saber o nome da Grávida - se você ainda não acessou os outros meios pelos quais eu já revelei este enigma:

Ela é "Lúcida" mas sem "da", e está atrás da namorada do seu pai...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Resposta da resposta

Querido Primo,

Pára de fugir desse amor. Eu sinto, quando a respiro a brisa do mar, que meu priminho está apaixonado. Ela sabe. Sabe por que ela sabe ? porque você é transparente, translúcido, mais "trans do que lúcido". Quase um vidrex, um brilhex (eu não disse que essas empresas colocam "X" na razão social ou no produto. Você se lembra disso ?
Chega de amor platônico, socrotônico, aristotetônico ....

EU QUERO SABER QUEM ESTÁ GRÁVIDO !!!!!!!!! vou ter que esperar até que você tenha a boa vontade de me contar. Mau, mau, mau.... não gostei desse suspense.

Você já assistiu o filme "A outra" ? é sério. Precisamos correr com o roteiro do nosso "O outro".

Pára de não querer me mandar sua foto. Tudo bem pode ser em processo de fotossíntese, ou em quaresma, ou envelhecida. Até parece que você, translúcido, está preocupado com sua aparência. Conta outra.

Te dou outro DEZ e tchau.

Até ....


Resposta A Uma Prima Querida

Querida Prima,

acho que, influenciado pela nossa transparência, escolhi uma fonte bem fraquinha.
Sim, somos transparentes! Somos tão transparentes que tomamos banho com aquele
"Veja Vidrex" !

Somos transparentes e translúcidos! (quer dizer, eu acho que sou mais "trans" do que lúcido...)


Foto? Não sei, prima Drips Julina, preciso melhorar um pouquinho, não posso
decepcionar minhas fãs!!!!!!!!

Obrigado pelo meu dez e parabéns pelo seu!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ao meu querido primo

Querido primo,

Hoje pensava, lembrei da mini-gênia me perguntando: - Você faz isso ?!?!?!, de vez em quando eu faço e "posto". Muitas vezes só ficam batendo nas quinas, os pensamentos ...

Pensava que nós dois somos dois destrambelhados e descompassados mas somos duas criaturas criativas, transparentes e boas. Você não acha ? Será que os "outros" acham ? hein, hein ?????

Resolvi nos dar nota DEZ ! Então, 10 pra você e 10 pra mim.

Estou com uma puta gripe filha da puta que está fazendo o meu nariz escorrer mais do que ele já escorre e essa pôrra dessa tosse de velha fumante que não sai uma plaquinha de catarro voadora ... que pena !

Um amigo no sábado lá na Lavradio, feira de artesanato de "gente alternativa" e o escambau, me perguntou o que eu estava produzindo e eu respondi que no momento muito catarro verde. Ele riu muito.

Mini-gênia foi parar no hospital no domingo a noite por causa de uma picada de inseto. Ficou com a perna vermelha, roxa, dura e quente... já está mellhor com o Keflex, seu novo amigo de 6 em 6.

E por falar em inseto... perguntei pra ela se não foi uma barata que passou pela perna dela. Ela quase me bateu. "Imagina se uma barata vai passar na minha perna assim, sem um escândalo, sem eu vê-la. Não, barata não foi com certeza". A nova defensora das baratas !

Até primo ... me mande uma foto sua por favor. Não serve foto em processo de fotossíntese, com efeitos do tempo, nada disso. Foto atual. Quero mostrar pra os curiosos que querem te conhecer. Já pensou você conhecer uma doida dessa daqui e se apaixonar e esquecer a Isinha, hein, hein, hein ?????

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ontem

Foi uma quarta-feira nervosa. Tão nervosa que nem dá pra ficar espalhando muito o que aconteceu.
Esse espaço em branco de "propriedade do meu primo fefebidu e meu" já foi palco pra o meu desabafo tricolor e como ele permite ...
( acho até que ele é "tricolor carioca", né Fefelipe ?!?!?!)


No final da noite, depois desse dia e que dia, veio uma alegria: O MEU FLUMINENSE !
Devagar, desconhecido, sendo humilhado, desacreditado e o mingau está acabando.....
Desejo imensamente que o Flu continue assim : "cagado"
Aprecio a queda de estatísticas. Detesto a caretice. Fiquei "campeã" ontem e estou hoje !

Agora faltam mais dois jogos.

A torcida "Boquete" deve estar chupando o pau dos Argentinos .... da bandeira.... dia 25 vão chupar o "LDU" !

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Barata do Altair

2008. Após a morte de Getúlio Vargas, o AI-05, a Guerra do Golfo, a Guerra da Xexênia e o último capítulo de Duas Caras, o Brasil entra em forte depressão. A miséria borbulha nos ralos da grande pátria. Altair, menino órfão de doze anos de idade, pede esmolas na rua a troco de "esmolas". Mas ele não está só. No borbulhar dos bueiros ele conhece Alzira, uma barata anã ilusionista que, ao lado do garoto, passa a fazer pequenas mágicas na esquina para sobreviver. Portadora de Transtorno-Obssessivo-Compulsivo, ela é obrigada a bater na madeira toda vez que ouve um nome: Lula. De tanto bater, ela perde uma pata e usa um palito de fósforos como muleta. O garoto Altair resolve levá-la ao Circo dos Horrores para exibi-la, mas uma passagem para Brasília era muito caro. Altair e sua barata formam então, com a ratazana Bob, o trio "Boca de Lobo", excursionam pelo país, ganham milhões de reais e entram para a política. Lá, são corrompidos e têm seus mandatos cassados. Hoje, Altair, Bob e Alzira vivem na litorânea Acapulco, no México, e apresentam, numa pequena casa de espetáculos, uma turnê de comédias de costumes; o Brasil nunca mais foi o mesmo.

Num dia de verão

Era verão, dez horas da noite na Tijuca, saída da faculdade, desaba um temporal daqueles.
Corre pra lá, pra cá, se esconde debaixo da marquise... e lá vai ela com sua mini-saia molhada, seu caderno molhado, sua bolsa molhada para o ponto de ônibus. Era uma torcida debaixo daquele ponto de ônibus e lá foi ela se chegando, apertando um pouco ali e aqui e mesmo assim ficou na chuva. E lá vem um ônibus, e outro e outro e nada do ônibus dela. E a rua vai alagando e lá está ela olhando aquele ralo fedorento entupido e o ônibus que não vem. E a água suja vai chegando a calçada. Ela na calçada fedorenta, a chuva caindo e um montão de "colegas marrons" fugindo da inundação do ralo fedorento e ela lá olhando aquele "salve-se quem puder" e eis que ela sente uma cócega na perna, seu coração dispara e lá vem subindo aquele baratão e ela não quer acreditar no que vê e pára de pensar. Nessa situação, acredito, só parando de pensar. Bem, a doida dá um pulo ninja de Naruto, de Bruce Lee, de Indiana Jones...

No ponto de ônibus

Foi água suja pra todo lado, foi gente correndo da água suja, foi um tal de filha da puta, piranha..... e ela tentando explicar como se estivesse num palco falando para o ponto de ônibus que tinha uma barata na sua perna, e que ela tinha medo de barata !
Lá pelas tantas ela começa a pensar de novo e percebe que encostado no ferro do ponto de ônibus está um rapaz com braço e perna engessado, todo de branco fuzilando ela com o olhar. Aí ela repara que o rapaz já não estava tão branco assim e que se ele ficasse de quatro seria um Dalmata, tantas eram as bolinhas pretas da água suja que ela jogou nele. Ela ficou com pena de ver o rapaz todo malhado e impossibilitado de se mexer direito e foi pedir desculpas, e o rapaz a xingou e nesse momento o quê ela vê ? a barata subindo na perna branca dele. Era a mesma barata. O pulo ninja foi tão preciso que a barata foi parar na perna dele. E aí começa tudo de novo. Ela sai correndo da barata da perna dele, molha todo mundo de novo o rapaz fica pedindo pra alguém tirar aquele bicho dali e e ela vai embora no ônibus que pára naquele momento e ri até chegar em casa.

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