domingo, 31 de agosto de 2008

Foi a yoga!


A culpada foi a yoga!
Pela estrada afora sozinha, encontro Alê, amiga e professora que afugentou o lobo mau e me devolveu o "rock'n'roll" que era a minha vida. Como ela fez isso? Eu explico: ela me convidou pra fazer uma aula de yoga em sua "escola".
A yoga me transformou, a yoga me transforma! Hoje me sinto mais confiante, alegre, expansiva, altiva, tolerante, compreensiva,calma e amorosa.
Entendo a cada dia que pratico yoga todo o tempo, depende do ponto de vista. A yoga foi uma vitamina, um suco de clorofila, um chá, um pote de Centrium. A alegria e confiança que me tomou contagiou minha filha que também a pratica e demonstra claramente mudanças positivas.
As noites de terças e quintas lá vamos felizes encontrar Lúcia e Luciana (mãe e filha) que também são praticantes da yoga. Na noite de sexta-feira encontramos Lúcia novamente porque ela nos convidou para o seu reservado e antecipado aniversário em sua casa.
Que pessoa bonita é ela! Que pessoa simples! Que pessoa agradável! Que pessoa espirituosa e engraçada! Que pessoa legal que serve um canapé cremoso e delicioso, serve uma salada de frutas com brigadeiro e abre a porta da sua casa pra "três figuraças" ...
Esse texto tinha que começar aqui e terminar lá em cima porque ele é a minha homenagem a essa pessoa muito legal que gosta do mesmo " garotinho" que eu e faz aniversário hoje. Fechei um ciclo e não desejo que ele se rompa. Lá no "céu de Órion" há uma festa pra ela com muitos convidados, aqui no Brasil só para a família.
Parabéns queridona !!!!
Adriana, Ananda e Edson

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Primeiro Ato


Segunda cena: "Titio A" entra sozinho no palco, maravilhado e intrigado ao mesmo tempo.

"Titio A" tivera tempo apenas de concluir que desfrutava do mais fantástico, mirabolante, opulento dos sonhos que sua mente já lhe propiciara.
De repente, como em passe de mágica, um sujeito alto, chapéu de veludo, máscara de carnaval, luvas e largas calças - todas as vestes na cor verde, exceto o casaco cor de abóbora e o colete vermelho, surge em sua frente. Em suma, era um bobo-da-corte.

- Uma moeda pelos seus pensamentos! - (entra o bobo-da-corte)
- Sai pra lá, viado!
- Uh-la-lá! Este é o hospede mais engraçado que já tivemos aqui!
- Olhe, meu camarada, vai fazer graça com a sua avó. Onde estou?
- Não, não, não, não, não, não e não, não, não! Assim eu não abro minha boca nem para devorar a mais saborosa das uvas que se insinuam nos galhos esbeltos das uveiras! Peça por favor.
- Tá bom, porra, por favor!
- Assim não gostei.
- Por favor, por obséquio, por gentileza! - (irritado)
- Como raia o sol após nebulosa noite de chuva, esclarecerei o objeto das dúvidas que afligem nosso nobre viajante, tal como o mar desvairado estremece a frágil embarcação errante: você acaba de ingressar na Puta Que Pariu!
- O quê? - (assustado) Como?
- Mais precisamente, no Reino da Puta Que O pariu, se assim deseja. Um aprazível lugar, não?
- Eu estou sonhando?
- Na-na-ni-na-não. Você está bem acordado, viajante. Juro-lhe tão seguramente como afirmo que as margaridas florescem na primavera apenas para desfolharem-se no outono!
- Isto deve ser uma brincadeira de muito mal gosto!
- O cavalheiro não sabe o motivo pelo qual desfruta agora das belezas de nosso reino encantado, não é? Ó, Arco-Íris - (enleva-se) -, revele-me o segredo de suas cores! Pois bem... Irei descortinar toda a verdade! Prepare os ouvidos.
Fim da primeira cena.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Acontece sempre comigo


Não adianta. Eu bem que tentei me livrar "disso" que eu nem sei o nome mas não consigo !

Entro no ônibus e o cobrador me diz para aguardar que ele não tem troco. Sentei-me ao lado de um rapaz com um tênis Adidas branco e azul bem bonito - o tênis.

Ele estava de calça jeans, camisa social e mochila. Ele usava óculos e não tinha cheiro (esse detalhe é muito importante nos dias de hoje).
Mal me sento ele me pergunta se eu carregava uma metralhadora na bolsa. Como assim ?!? Eu olhei pra ele com uma cara de "qual é a da parada meu irmão" e respondi depois de uma breve análise ocular que não carregava uma, carregava várias e que elas estavam desmontadas.

Minutos depois lá vem ele. Onde você comprou essa bolsa vendia bolsa nova ? Por um instante pensei em mandá-lo encontrar o "Tio A" lá na puta que o pariu. Ele não foi. Não respondi a segunda pergunta devido a uma breve nova análise ocular, olfativa e psicológica. Conclui que o rapaz sem cheiro de Adidas nos pés devia estar a caminho do profissional que o ajudará a não fazer mais perguntas a desconhecidos dentro do ônibus.

Dentro do ônibus tudo acontece. Vai que ele pergunta e toma uma saraivada de tiro de metralhadora ? !?

Vai que ele fica descalço ?!?!

Vai que ele toma só uma bolsada velha na lata sem cheiro dele ?!?!? essa seria a melhor da hipótese.


Vai que ele vai pra puta que o pariu encontrar o "Tio A" !?????

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O obreiro da prefeitura prega no ônibus




É tanta coisa que acontece todo dia que até me embaralho e embrulho. Hoje foi o dia do embrulho. Lá pelas tantas nesse calor ( ainda bem !) que faz por aqui entra um casal no ônibus.

Um casal não convencional. Ela uma jovem morena e despenteada e ele um jovem senhor, cabeludo, tatuado. O homem chamou a atenção do ônibus por causa da sua aparência, do seu tremor e da sua roupa. Qualquer um que o veja perceberá uma doença neurológica. Sentaram-se ao meu lado. Cada um na sua e pronto.

E lá na Praia de Botafogo, com esse céu azul e a enseada derramando sua beleza, um rapaz de camiseta de escola da prefeitura se levanta e vem até o banco onde o casal estava e começa uma "pregação" em nome de Jesus. A moça, perspicaz lhe perguntou o porquê dele estar ali "pregando" para os dois e não para o ônibus todo. Ele ficou sem "pregos" e começou a falar mais alto em nome de Jesus.

A resposta

- Você veio até aqui por causa da nossa aparência !!!! Você está aqui enchendo o nosso saco por causa da nossa aparência !!!

- Vocês precisam de Jesus. Jesus vai fazer uma obra em vocês !!! Vocês estão precisando de Jesus !! Você já orou pra Jesus te curar dessa doença do mal ?

-Você não nos conhece e quem é você pra nos dizer que não somos pessoas do bem ? Nós somos pessoas do bem e você não sabe do nosso cárater, da nossa bondade, da nossa amizade, do nosso amor então, chega !

Nesse momento o "pregador" diz que não está falando com ela e coloca a mão sobre o ombro do homem dizendo que vai fazer uma oração, apesar do homem já ter dito que não queria oração. A moça se revolta e diz que se ele encostar um dedo nele ela pára o ônibus com um escândalo.

Impressionu a calma do jovem senhor, que ouvi a moça chamar de Pablo, falando para o "pregador" que agradecia mas que era pra ele voltar ao seu lugar.

Adorei.

O pregador parou. Ufa!

Perguntinhas

O que seria uma obra de Jesus ? "uma lage", "uma mansão", "uma estrada" "uma troca de ladrilhos" ........ tanta coisa !
Pensei naquele rapaz cimentado para todo o sempre. Apenas cimentado, sem enfeite algum, sem ladrilhos, sem mosaico. Cinza. Só isso.

Porque as pessoas têm a mania horrível de rotular umas as outras ?
Eu não sei a reposta e sofro com a pergunta.

Se Jesus sofreu tanto por nossa causa e ainda foi pregado vivo numa cruz por causa de preconceito, porque esses evangélicos pobres têm tanto preconceito, têm tanta raiva das outras pessoas "que não usam camiseta da prefeitura e não falam em nome de Jesus dentro do
ônibus" ?
Porque são cinzas, obtusos, ignorantes, infelizes, e não sabem a resposta.

Onde é que está a procuração assinada por Jesus para esse cidadão e outros milhões mundo a fora falarem em nome dele ?
Ah Jesus, se você soubesse ...

As pessoas resolvem nossas vidas em cinco minutos, apenas falando.

Me senti um embrulho, com etiqueta e tudo mais. Sorte a minha que vi outros embrulhos como eu. E ainda estão colocando em primeito lugar na votação o prefeito "pregador".

Embrulhou o meu estômago !!!

sábado, 16 de agosto de 2008


Querido priminho, pra te acompanhar ...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008


Querida Prima, atendendo aos pedidos dos leitores que queriam me conhecer,

aqui estou eu!

De cabeça pra baixo


Li num desses blogs que eu fico horas e horas admirando, que blog sem foto é muito chato. Pronto resolvi a questão do nosso. A partir de hoje ele não é chato !

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Soneto

Soneto de André Muylaert Archer.

SONETO À ANA MUYLAERT

É meu amor somente o meu anelo
No qual eu vivo puro a adorar
E é meu amor que eu canto e adoro e velo
Vivendo puramente só de amar
É tua vida a minha vida e o elo
Perdido no infinito a se infindar
É minha vida o que preparo e selo
A fulgurar exausta sobre o mar
É meu amor somente a minha vida
Morrendo tristemente no meus olhos
Ah!Vida em morte sempre convertida
É minha vida todo o meu amor
Vivendo puramente nos teus olhos
Ah!Amor resplandecente de fulgor

Café, uns sem gosto e outros " Agosto"

Café é muito bom. Bebo muito café. Estou virando uma pessoa, eu nem sei o nome que se dá a esse tipo de profissional, aqueles que provam o vinho, a cerveja, o café ... O café, assim como o feijão, assim como o queijo, e não vou parar de "assim como", está muito caro. Quando vou às compras resisto pra não comprar a marca usada e parto para o experimento. Por isso, estou me tornando uma expert em café ! Pode perguntar a marca que eu digo se é um "bosté" ou um "bomfé".
Bebo café e gosto do seu cheiro.
Bebo cerveja e não gosto do seu cheiro.
Não bebo gasolina e gosto do seu cheiro.
Não como jaca e detesto o seu cheiro.
Não como carne seca e detesto o seu cheiro.
E tem gente que eu nem quero saber o cheiro, quanto mais o gosto. Acabo de beber "Delírio" o nosso café, alta qualidade, passou no ISO, tem muito gosto nesse mês de Agosto.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Café Agosto

Não sei por que razão lembrei de café agora, lendo nossos textos de agosto. Talvez seja por causa do "adoce a gosto"; ou foi simplesmente um delírio, que aliás seria um bom nome para adoçante.

Não gosto de café. Gosto só do cheiro do café. Também gosto mais do cheiro da cerveja do que da própria; mais do cheiro da fumaça do que do cigarro. Nunca provei gasolina, mas o cheiro da gasolina é muito bom.

Café Agosto. Taí um bom nome pra cafeteria.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Agosto e com gosto

Agosto já está aqui há 6 dias. Eu nem sei se eu gosto ou não deste mês. Eu sei é que tem uma telefonista insistente de uma casa de cegos que está telefonando de hora em hora me pedindo colaboração. Eu já disse pra ela, não sendo eu, que eu não estou em casa, que viajei, que só chego às 22h... não adianta, ainda temos 24 dias.

O mês de agosto foi mês de missa no domingo. Eu fui. As igrejas deveriam vender adesivos com esses dizeres. Teria uma coleção pequena é verdade, mas significativa.

Os primeiros dias do mês de agosto me fizeram refletir sobre o sobrenome materno que carrego. Carrego, acho que essa é a melhor palavra, um sobrenome que distoa, distoava da minha mãe e consequentemente dos meus irmãos. Tias e primos que assinam esse sobrenome acreditam que ele tem uma realeza, uma nobreza, uma classe, um poder, uma riqueza. Será essa a razão do distoamento ? Não somos nobres, poderosos, ricos ...

Alguns consideram complexo de inferioridade, outros consideram a pobreza, outros nem consideram. Aliás foi por causa da falta de consideração dessas tias e primos e do meu priminho querido que divide esse espaço comigo e que não carrega esse sobrenome, ainda bem, que desentubo essas palavras.

Domingo foi rezada missa de 30 dias de falecimento de um primo, que eu não via há 30 anos, é verdade. A gente não sabia nem que time ele torcia, se ele era gordo, chato, nobre.
Nessa igreja eu me casei, nessa igreja foi rezada missa para o meu irmão, nessa igreja foi rezada missa para minha mãe. Essa igreja tem história. Já seriam três adesivos - quatro com essa missa.

E então volto à falta de consideração celebrada no mês de agosto. Vi vários membros nobres da família, que se detestam, que não se viam há mais de 300 anos, se beijando, se abraçando... que família nobre de sentimentos. Eu fiquei encantada com a pintura que via.

Não pude ser como eles.

Do mesmo jeito que entrei naquela cena, saí. Eles me viram. Já começaram os "bolinhos" contando ponto negativo para mim. Além de carregar o sobrenome, carregarei outros predicados que pouco importam. Fato é que dessa vez foi diferente. Dessa vez fui eu quem fui nobre, esnobe, metida. Eu não assino meu sobrenome. Eu o carrego e pela primeira vez fiz com eles o que eles fizeram uma vida inteira com a minha mãe que tinha orgulho de assinar esse sobrenome e fazer parte desse "castelo de areia" que está mais pra barraco de fundo de quintal - assinei no silêncio, na entrada e na saída e com gosto. Foi agosto. Foi a gosto. Foi com gosto. Gosto.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Agosto

Bem, agosto chegou. Para muitos é apenas mais um mês. Para mim não: eu diria que é um mês, apenas. Inverto a ordem das palavras para me diferenciar. Há os que consideram agosto um mês de mal agouro. Idéia talvez oriunda da associação entre os dois "agos" que iniciam as palavras. Nunca participei do ridículo que é acreditar em superstições. Minto: sempre acreditei e muito. Até que descobri que ser supersticioso dá muito trabalho, e então parei com isso.

Agosto é também mês dos pais. As lojas anunciam fartura de presentes e abusam das mensagens emotivas. Desconfio que os anúncios de agosto só têm como objetivo alfinetar quem é órfão. Ainda bem que não inventaram presentes a serem colocados nos túmulos - à indústria escapou este filet mignon fúnebre. Fora isso, agosto é o mês em que morreu Getúlio Vargas, fato histórico que, pelo menos para mim, não tem trazido preocupações - não lamento nem comemoro.

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