terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sobre blogs e viagens





O papel ainda exerce uma magia enorme sobre mim. Uma trava de todo o tipo é o que acontece quando tenho que digitar meus pensamentos. Quando leio os blogs aos quais sou seguidora me animo a enfrentar e me destravar.
A vida é muito simples e a gente com essa mania de incrementá-la sempre, quando tudo que já acontece está de bom tamanho.
Há algum tempo eu e meu primo de São Paulo resolvemos criar este blog para transcrevermos nossos "causos". Até que escrevemos bastante mas não é esse o propósito de um blog, eu acho. Eu ri muito com os "causos" dele e ele dos meus.
Aí, me afastei do computador e me aproximei ainda mais do papel e virei seguidora de blogs que me iluminaram nas horas simples me mostrando moldes de bolsinhas, de móveis pintados, de concursos que fiz, de cores e arte que eu adoro, e da vida simples que esses blogueiros vivem e me contam. Gosto muito.
Hoje resolvi contar pra nossa única seguidora, a Lu do blog "minha casa, meu mundo" que tive uma semana de férias muito bacana. Fomos ao Nordeste pela primeira vez e também a primeira vez que meu companheiro e nossa filha voaram. Ela adorou, ele também e eu me borrei como sempre !
Fortaleza é muito legal, seu povo é muito simpático e prestativo, a comida é gostosa demais, o custo de vida é baixo, a cidade é uma cópia em menor tamanho sob vários aspectos do Rio de Janeiro (nos sentimos em casa) e suas praias são lindas ! Gostamos muito e vislumbramos possibilidades de termos uma vida fora desse tumulto que é o Rio de Janeiro. Bom, se não der pra mudar a gente tentar viajar que é mais simples e quem sabe no próximo Natal não estaremos em Natal ?
Por enquanto é curtir a lembrança dessas férias olhando essas fotos. Boas férias !

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Deveríamos copiar e colar todas as nossas conversas no orkut, que praticamente são diárias, e copiá-las aqui.
Deve ser interessante para alguém, além de nós dois !

sexta-feira, 17 de julho de 2009

E aí, e aí e aí ?

domingo, 15 de março de 2009

André

E ele se foi numa sexta-feira 13, de março, de alguns anos ...
E ele não suportou esse mundo louco, essa gente má, essa doença ...
E ele não viu o mar, nem o céu, nem as flores sempre vivas...
E ele deixou essa saudade imensa que me faz chorar agora, meu irmão ....

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um nome que eu não posso falar



Eu não posso falar esse nome. Esse nome é de um homem.
Ao ver esse nome escrito num convite de casamento que recebemos me lembrei do dia na ponte Rio/Niterói em que voltávamos, primos e tia paulistas, de uma visita a sua amiga.
A gente fez tanta besteira na casa da amiga dela que durante o trajeto todos ríamos de "fazer xixi na calça", só ela fez.
Imagina o que é uma Sra., vermelha de tanto rir, com três figuraças, seus filhos e sobrinha, levantar toda mijada com aquela marca do mijo contornando a bunda ? E foi isso que aconteceu.
Ela gostou. Ela gostava muito da bagunça. E foi por causa dela que eu me lembrei que eu não podia falar o nome do homem. Cada vez que eu falava o nome do homem ela batia na madeira. Falei mais de trinta vezes pra testá-la e ela bateu as trinta vezes e a trigésima primeira seria em mim !
Escrevi uma uma página inteira com esse nome só pra imaginar ela batendo na madeira....
Como disse meu primo, esse nome de homem só na novela "Escrava Isaura" e eu digo, na novela "Pantanal" também.
Eu não posso dizer esse nome, quem falar bata na madeira. !

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Buraco


Essa história de rodoviária toda semana chamou minha atenção, mais especialmente da minha bunda, para um problema urbano (mais um) que eu não vejo, não escuto e nem leio a respeito em canto algum: os buracos.
Sim caro primo, único leitor e outro escritor desse blog. Os buracos são numerosos. Quilômetros de ruas esburacadas no trajeto Rodoviária/Laranjeiras. Entendo que existam outros problemas urgentes e necessários a população do Rio de Janeiro mas ali é o cartão postal de quem chega. Que vergonha que eu sinto ao chegar a Rodoviária e ao sair dela. Quem devia não anda de ônibus.
E aí, lá vou eu e a coitadinha da minha bunda quicando pelas ruas sujas, escuras, fedorentas e esburacadas. O meu espanto com os buracos se dá logo depois de tantos quiques adentrar a rua principal do centro do rio de janeiro, onde fervilha o mercado financeiro carioca, a Av. Rio Branco e os quiques aumentarem. Será que bunda de empresário, juiz, deputado, advogados são insensíveis ?
Será que carro caro pula buraco ? Será que esses caras não sentem nada porque não sentem nada ?
Vou escrever uma declaração e um pedido de desculpas pela tortura a minha bunda. Acho que os peitos vão ficar com ciúme. Eles também sofrem mas não tenho outra alternativa.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Badalada exposição do Vik Muniz




Fiquei muito contente com o convite do "amigo de todas as horas", batalhador e artista Henrique para ser sua suplente como "educadora" na exposição do Vik Muniz lá no MAM. O mais interessante para mim foi ter tido uma aula com o Vik, que aparentemente é um artista sem aquela "aura superior", sobre o seu trabalho, ao vivo e a cores, com direito a gravação no meu "I pobre". Dito isto, transcrevo um pequeno texto de minha própria autoria.

O artista

É de uma simplicidade incomum para o título e o dinheiro que o classifica. Acessível, prestativo, risonho, simples e bem- humorado. Não tem pudores de falar sobre sua vida e se despe assim como faz com seu trabalho.
Pareceu-me um homem generoso sem ser obrigado a ser. Não carrega aparentemente, a "demagogia artística ONGuiana". Bem, eu espero que não porque sei que todos aqueles do lixão contam com ele.

A Arte

Seu trabalho é um encanto. A cada foto a curiosidade aguça. Ele utiliza materiais inusitados para fazer suas fotos.
Chocolate, creme de amendoim, linhas, poeira, lixo, sucata e gente humilde, simples e pobres.
Esses são os elementos principais da composição poética de seu trabalho. O artista que gosta de pintores como Monet, Andy Warhol, Caravaggio, Da Vinci e outros não menos famosos, os homenageia reproduzindo uma Monalisa de geléia e creme de amendoim. Uma Elizabeth Taylor de diamantes e um Drácula de caviar.
A criatividade impera na cabeça desse homem que ao passar férias no Caribe conheceu crianças alegres e bonitas e conheceu seus pais, cortadores de cana, tristes e amargurados. Vislumbrou o futuro delas ali tão doce e mais tarde igual ao dos pais. Tirou fotos dessas crianças e as pintou com açúcar. Esse foi o trabalho que rendeu ao artista a fama e o dinheiro que hoje ele tem.
Seu trabalho é colorido, grande e bonito. Curiosidade talvez seja a palavra que nos permeie durante a visita ao MAM (espaço belíssimo) a beira da Baía da Guanabara.
Então... apareçam por lá e se não puderem acessem o site www.vivkmuniz.net

Discussões, ideologias e afins a parte, o cara manda muito bem e ponto final.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O barulho


O Barulho
O barulho faz barulho,
um barulho do caralho !
Barulho miserável que vem de todo canto
atazanando muitos sonos de quem quer tanto dormir.
Êta barulho indecente da boca dessa gente gritona,
que devia se engasgar para pararem de falar, quem sabe com azeitona !
É o apito do guarda tentando ajustar o caos na esquina quente,
É a sirene do Bombeiro avisando aos quatro cantos que tem gente esperando,
e aí dá-se a desgraça dessa orquestra desafinada de buzinas destoadas, apertadas ao mesmo tempo pedindo passagem musicada pra quem está precisando!
Barulho criado em casa
Barulho do bate asas
Barulho da calopsita frenética
Barulho da cadelinha esquelética,
Barulho do joguinho do computador,
Barulho .... que horror !!!
Barulho da panela de pressão, barulho da panela no fogão !
Barulho da rua
Barulho do botequim fedorento,
A moto do chifrudo que avisa a quilômetros de distância que ele já está chegando e as janelas estremecem e os ouvidos adoecem !
Agora o barulho é um pouco menor, férias ... ah, as férias que já estão terminando e novos barulhos começando.
Então bota barulho nisso que não adianta reclamar, nem fazer poema concreto, nem fazer nada, nem elogiar e nem se apaixonar.
O mundo é uma caixa barulhenta e ponto final.


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