quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um nome que eu não posso falar



Eu não posso falar esse nome. Esse nome é de um homem.
Ao ver esse nome escrito num convite de casamento que recebemos me lembrei do dia na ponte Rio/Niterói em que voltávamos, primos e tia paulistas, de uma visita a sua amiga.
A gente fez tanta besteira na casa da amiga dela que durante o trajeto todos ríamos de "fazer xixi na calça", só ela fez.
Imagina o que é uma Sra., vermelha de tanto rir, com três figuraças, seus filhos e sobrinha, levantar toda mijada com aquela marca do mijo contornando a bunda ? E foi isso que aconteceu.
Ela gostou. Ela gostava muito da bagunça. E foi por causa dela que eu me lembrei que eu não podia falar o nome do homem. Cada vez que eu falava o nome do homem ela batia na madeira. Falei mais de trinta vezes pra testá-la e ela bateu as trinta vezes e a trigésima primeira seria em mim !
Escrevi uma uma página inteira com esse nome só pra imaginar ela batendo na madeira....
Como disse meu primo, esse nome de homem só na novela "Escrava Isaura" e eu digo, na novela "Pantanal" também.
Eu não posso dizer esse nome, quem falar bata na madeira. !

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Buraco


Essa história de rodoviária toda semana chamou minha atenção, mais especialmente da minha bunda, para um problema urbano (mais um) que eu não vejo, não escuto e nem leio a respeito em canto algum: os buracos.
Sim caro primo, único leitor e outro escritor desse blog. Os buracos são numerosos. Quilômetros de ruas esburacadas no trajeto Rodoviária/Laranjeiras. Entendo que existam outros problemas urgentes e necessários a população do Rio de Janeiro mas ali é o cartão postal de quem chega. Que vergonha que eu sinto ao chegar a Rodoviária e ao sair dela. Quem devia não anda de ônibus.
E aí, lá vou eu e a coitadinha da minha bunda quicando pelas ruas sujas, escuras, fedorentas e esburacadas. O meu espanto com os buracos se dá logo depois de tantos quiques adentrar a rua principal do centro do rio de janeiro, onde fervilha o mercado financeiro carioca, a Av. Rio Branco e os quiques aumentarem. Será que bunda de empresário, juiz, deputado, advogados são insensíveis ?
Será que carro caro pula buraco ? Será que esses caras não sentem nada porque não sentem nada ?
Vou escrever uma declaração e um pedido de desculpas pela tortura a minha bunda. Acho que os peitos vão ficar com ciúme. Eles também sofrem mas não tenho outra alternativa.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Badalada exposição do Vik Muniz




Fiquei muito contente com o convite do "amigo de todas as horas", batalhador e artista Henrique para ser sua suplente como "educadora" na exposição do Vik Muniz lá no MAM. O mais interessante para mim foi ter tido uma aula com o Vik, que aparentemente é um artista sem aquela "aura superior", sobre o seu trabalho, ao vivo e a cores, com direito a gravação no meu "I pobre". Dito isto, transcrevo um pequeno texto de minha própria autoria.

O artista

É de uma simplicidade incomum para o título e o dinheiro que o classifica. Acessível, prestativo, risonho, simples e bem- humorado. Não tem pudores de falar sobre sua vida e se despe assim como faz com seu trabalho.
Pareceu-me um homem generoso sem ser obrigado a ser. Não carrega aparentemente, a "demagogia artística ONGuiana". Bem, eu espero que não porque sei que todos aqueles do lixão contam com ele.

A Arte

Seu trabalho é um encanto. A cada foto a curiosidade aguça. Ele utiliza materiais inusitados para fazer suas fotos.
Chocolate, creme de amendoim, linhas, poeira, lixo, sucata e gente humilde, simples e pobres.
Esses são os elementos principais da composição poética de seu trabalho. O artista que gosta de pintores como Monet, Andy Warhol, Caravaggio, Da Vinci e outros não menos famosos, os homenageia reproduzindo uma Monalisa de geléia e creme de amendoim. Uma Elizabeth Taylor de diamantes e um Drácula de caviar.
A criatividade impera na cabeça desse homem que ao passar férias no Caribe conheceu crianças alegres e bonitas e conheceu seus pais, cortadores de cana, tristes e amargurados. Vislumbrou o futuro delas ali tão doce e mais tarde igual ao dos pais. Tirou fotos dessas crianças e as pintou com açúcar. Esse foi o trabalho que rendeu ao artista a fama e o dinheiro que hoje ele tem.
Seu trabalho é colorido, grande e bonito. Curiosidade talvez seja a palavra que nos permeie durante a visita ao MAM (espaço belíssimo) a beira da Baía da Guanabara.
Então... apareçam por lá e se não puderem acessem o site www.vivkmuniz.net

Discussões, ideologias e afins a parte, o cara manda muito bem e ponto final.

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