domingo, 20 de julho de 2014

Uma caixa colorida e o que menos importava era a cor.
Um dia como outro qualquer não fosse dia 8, 60 dias e mais alguns.
E foi nesse dia que eu vi sair de dentro de uma caixa colorida onde o que menos importava era a cor, uma sacola branca e de dentro dela um saco plástico.
O dia não estava azul e na passarela chovia. Do outro lado da passarela o sol brilhou e a chuva parou.
O mar recebeu, lambeu, acolheu e aceitou. O vento se encarregou e à areia se misturou.
Cores de uma vida inteira, cores da minha vida, uma vida cheia de cores de quem também me deu cores e depois desse dia findou-se o dia das cores de dentro do plástico sem cor. 
E depois tudo se misturou: o mar, a areia, o Pão-de Açúcar, o asfalto, a grama, o Cristo Redentor as cores e minha irmã e eu e nosso pai passamos a fazer parte da mesma paisagem pra sempre.
 

Adriana M. Archer

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